O líder foragido do Taleban, mulá Mohammad Omar, afirmou nesta terça-feira (6) que o grupo insurgente rejeita as eleições presidenciais do próximo ano e que seguirá em guerra até que as tropas da coalizão estrangeira deixem o país.
A mensagem é uma das raras aparições do chefe do grupo armado e deve causar frustração na comunidade internacional, que tinha esperança de retomar os diálogos de paz realizadas no Qatar para levar à participação do grupo islâmico nas eleições de abril.
Para ele, o pleito para eleger o sucessor de Hamid Karzai é uma perda de tempo. "Nosso povo piedoso não vai se cansar com o drama enganoso chamado eleições em 2014, nem vai participar nelas. Participar em eleições como estas é apenas uma perda de tempo, nada mais".
Este é o segundo boicote do Taleban às eleições presidenciais, o primeiro publicamente feito em relação ao pleito de 2014. Tanto as autoridades do país como a comunidade internacional querem evitar a repetição da situação de 2009, quando as eleições foram marcadas por fraude e pelos ataques de insurgentes.
Embora acredite-se que Omar viva no Paquistão, ele não faz aparições ou discursos públicos desde que fugiu do Afeganistão em 2001, quando as forças norte-americanas e seus aliados afegãos derrubaram o governo do Taliban após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.