08 de julho de 2026
Esportes

Chegou para aterrorizar!

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Primeiro reforço anunciado pelo Paschoalotto/Bauru para a temporada 2013/2014, o pivô Lucas Tischer deu mostras nas duas rodadas iniciais do Campeonato Paulista que logo cairá “nas graças da torcida”. Já na estreia do Estadual, contra o Liga Sorocabana, na semana passada, os bauruenses presentes na Panela de Pressão gritaram o nome do jogador.

“Acho que para ser ídolo, se considerar da casa mesmo, primeiro preciso ganhar um título. Enquanto isso vou ficar na minha (risos). Mas estou muito feliz aqui em Bauru, fui muito bem recebido na cidade, pela torcida”, comenta o pivô, que estava no basquetebol argentino antes de ser contratado pelo Bauru Basket, em maio.

Quando jogava em Assis e Brasília, a torcida bauruense “pegava no pé” do jogador, que agora já começa a ser tratado de maneira bem diferente na Panela de Pressão. “Alguns já esqueceram, outros ainda não (risos), mas acho que o pessoal vai vendo que eu estou com a mesma camisa, estou jogando no mesmo time, com o mesmo objetivo, daqui a pouco todos estarão torcendo”, destaca.

Tischer não era titular em seu último clube, o Peñarol de Mar del Plata. Mesmo assim, seus números não foram ruins no Campeonato Argentino. Curiosamente, estreou contra o Obras Sanitárias, confronto que colocou frente a frente os dois clubes que eliminaram Bauru no Interligas do ano passado.

Antes, foi bicampeão do Novo Basquete Brasil (NBB) pelo Brasília, nas temporadas 2010/11 e 2011/12, as duas em que passou pelo clube candango. Nos dois primeiros jogos por Bauru, conseguiu números semelhantes aos de Jeff Agba quando chegou ao time, em 2009 (quadro abaixo).

Entrosamento

Poucos dias depois de anunciar Tischer, Bauru acertou com Murilo Becker, outro nome de peso no basquete nacional. Ao mesmo tempo em que a equipe demonstrava estar deixando o garrafão muito forte, o entrosamento entre dois pivôs “cinco” passou a ser um ponto a ser resolvido até a estreia no Estadual, na última semana.

“Temos que dominar o garrafão, pois somos pivôs grandes, e levamos desvantagem quando o adversário está com um pivô menor, na posição 4. Então temos que saber aproveitar as vantagens. Ele (Murilo) é um pivô experiente, eu também já estou há um bom tempo no basquete, então procuramos fazer as coisas de uma maneira prática em quadra”, ressalta Tischer.

“É resultado de um trabalho físico intenso que venho fazendo há dois meses, muito intenso, não vejo segredo nenhum, a gente está trabalhando muito, de manhã e à tarde, e tudo isso para entrosar o mais rápido possível com a equipe. Ainda não estou jogando como eu quero, do jeito que eu quero”, frisa.

Do lado de cá

Quando jogava em Brasília, onde foi bicampeão brasileiro, Tischer protagonizou grandes duelos com o então pivô do Bauru, Jeff Agba. Mas os confrontos mais memoráveis foram em 2009, nos playoffs de quartas de final do Campeonato Paulista, quando  Tischer era o principal nome do garrafão de Assis e Jeff estava disputando seu primeiro campeonato por Bauru, que venceu aquela série por 3 a 2.

Pouco depois, nas oitavas de final do Novo Basquete Brasil (NBB) 2009/10, quem infernizou a vida da defesa assisense foi o armador Larry Taylor, hoje defendendo a Seleção Brasileira. Na saída para o intervalo em um dos jogos no Ginásio da Luso, naquela ocasião, Tischer chegou a dizer que era “impossível parar o Larry”.

Agora, pelo menos não haverá este problema. “O Larry é um grande jogador, não é à toa que está na Seleção Brasileira. Ele tem uma visão de jogo excelente e quando voltar vai nos ajudar muito, com certeza. É a peça que está faltando no time, mas o Ricardo (Fischer, armador) também está bem e vem dando conta do recado. Ele (Ricardo) tem muito futuro no basquete”, explica.


Diabo Loiro?

Nas duas primeiras partidas, Tischer já foi “apelidado” de Diabo Loiro na transmissão da Rádio Auri-Verde/Jornada Esportiva. Wlamir Marques, um dos maiores ídolos do basquetebol brasileiro, também tinha esta alcunha, o que gerou brincadeiras com Tischer. “O Wlamir é um ídolo do nosso basquete, nem precisa falar nada. Não dá para comparar. Não sei qual o apelido que eu vou ter, como vão me chamar, mas espero que seja alguma coisa boa né. Tomara que não seja diabo, vamos inventar algo legal (risos)”.

Foi em uma transmissão de rádio que Larry Taylor ganhou o apelido de “Alienígena” do narrador Rafael Antonio, em 2009, em alusão às grandes jogadas que fazia, ainda na Luso. Depois, foi a vez do “Gatilho de Ouro” para Fernando Fischer e “Ligeirinho” para Ricardo Fischer.


Bauru joga amanhã

Apenas com os desfalques que teve nos dois jogos em Bauru, diante de Liga Sorocabana e Palmeiras, o Paschoalotto/Bauru encara o Limeira amanhã, às 20h, na casa do adversário. O técnico Guerrinha comanda um último treino esta tarde, no Ginásio Panela de Pressão, ajustando os últimos detalhes para a partida. No sábado, outro jogo fora de casa, desta vez diante do Rio Claro, às 18h.

Estreias dos pivôs

Jeff Agba (novembro de 2009)

4 pontos contra o Paulistano e 19 pontos e 13 rebotes contra o Rio Claro, ambos pelo Campeonato Paulista

Lucas Tischer (agosto de 2013)

9 pontos e 7 rebotes contra o Liga Sorocabana e 15 pontos e 9 rebotes contra o Palmeiras


Números de Tischer

Brasília (bicampeão brasileiro)

NBB 2010/11 – 8,25 pontos/jogo e 4,83 rebotes/jogo

NBB 2011/12 – 8,22 pontos/jogo e 4,97 rebotes/jogo

Peñarol (Argentina)

Liga Argentina 2012/13 – 5,2 pontos/jogo e 3,4 rebotes/jogo

Estreia: Peñarol 86 X 87 Obras Sanitárias, marcando 15 pontos e pegando 5 rebotes