Os Estados Unidos pediram ontem que seus cidadãos deixem o Iêmen imediatamente, diante de uma grave ameaça terrorista nesse país. O pessoal diplomático da embaixada americana em Saana, capital iemenita, foi transportado em um avião militar para uma base do país na Alemanha. O Reino Unido também retirou seus diplomatas da cidade.
O apelo dos EUA vem na sequência do fechamento das embaixadas americanas no Oriente Médio, motivado por mensagens interceptadas entre a liderança da rede terrorista Al-Qaeda e de sua violenta franquia iemenita, a Al Qaeda na Península Arábica.
De acordo com a mídia americana, a comunicação entre Ayman al-Zawahiri, chefe da rede terrorista, dava conta de planos de um grande atentado nessa região.
Segundo os EUA, essa é a ameaça mais séria aos interesses ocidentais na região desde o 11 de Setembro.
O governo iemenita criticou as medidas americanas e britânicas, afirmando que elas “servem ao interesse dos extremistas”. A nota do Departamento de Estado dos EUA pede “aos cidadãos americanos que não viajem para o Iêmen e aos que vivem ali que deixem imediatamente o país”, pois o nível da ameaça ali é “extremamente alto”.
À reportagem Rajeh Badi, assessor presidencial do Iêmen, confirmou haver informações de inteligência a respeito de um ataque no país coincidindo com o fim do mês sagrado de ramadã, entre quinta e sexta-feira.
O sentimento anti-americano tem crescido no Iêmen, conforme o país é palco da estratégia de guerra ao terror, com dano colateral entre civis. Em setembro, uma multidão atacou uma construção da embaixada americana.