08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A estátua da liberdade


| Tempo de leitura: 1 min

Tomei um susto quando li que o historiador Henrique Perazzi de Aquino, integrante do Conselho Municipal de Educação, em entrevista à Folha de S.Paulo no último dia 5, defende que no lugar da estátua da liberdade instalada em frente a uma loja de departamentos deveria estar a da cafetina Eny Cezarino. Em que pesem os argumentos "puristas" do historiador, a estátua da liberdade é Patrimônio Mundial da Unesco, marco histórico de New York. Impossível ser confundida como símbolo da cidade. Há réplicas oficiais dessa estátua no mundo todo. No Brasil há réplicas no Rio, Alagoas e Santa Catarina. É que alguns historiadores lembram o inquisidor da Idade Média que geralmente era pessoa bem formada e gostava de pensar que assegurava a pureza dogmática do Cristianismo, impedindo a contaminação dos costumes por coisas indesejáveis. Ele perseguia, julgava, queimava e calava quem discordasse.

Plinio Lopes Junior