10 de julho de 2026
Internacional

Governo do Egito declara fim das negociações com aliados de Mursi

Folhapress
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O governo interino do Egito, apoiado pelos militares, declarou ontem o fracasso dos esforços de mediação internacional para acabar com a crise política no país -culpando, em especial, a Irmandade Muçulmana, do presidente deposto Mohammed Mursi. Junto ao fim precipitado das negociações, o governo interino deu um novo ultimato para que os aliados de Mursi acampados em duas praças no Cairo deixem os locais voluntariamente.

O premiê Hazem al-Beblawi ameaçou dispersar os manifestantes à força após o fim do Ramadã, mês sagrado para os islâmicos. Não ficou claro, no entanto, se o prazo para a retirada voluntária termina hoje ou junto com o feriado do Eid al-Fitr, no domingo. “A decisão acordada por todos de limpar os acampamentos é final e irreversível”, disse Beblawi à TV estatal.

Há o temor de que o endurecimento do discurso do governo leve a uma espiral de violência ainda maior no país.

Desde o golpe que derrubou Mursi, em 3 de julho, mais de 250 pessoas morreram em confrontos de manifestantes com forças de segurança.

O secretário-geral do braço político da Irmandade Muçulmana, Mohamed el-Beltagy, deixou claro que os manifestantes não sairão das praças de Al Nahda e Rabia al-Adawiya.

“O que nos importa é que haja uma conversa clara sobre nossa posição contra o golpe militar e a importância do retorno da legitimidade”, disse Beltagy à reportagem.