O governo do Iêmen desmantelou um plano da rede terrorista Al-Qaeda para explodir dutos e tomar portos no país, de acordo com funcionários da administração.
Um dos alvos dos ataques seria o terminal de petróleo Mina al-Dhaba, operado pelo Canadá no sul do país.
A informação foi divulgada ontem, um dia depois de os governos dos EUA e do Reino Unido retirarem seu pessoal diplomático do Iêmen. A administração americana recomendou ainda que todos os seus cidadãos deixem o local imediatamente.
Há forte receio, motivado por dados sigilosos reunidos pelo governo americano, de que a franquia iemenita da Al-Qaeda tenha planos de uma grande ação terrorista. Os EUA fecharam representações diplomáticas em todo o Oriente Médio no domingo.
Ao mesmo tempo, o governo americano tem intensificado sua política de guerra ao terror no país, por meio de ataques de “drones” (aviões não tripulados). Ontem pela manhã, sete supostos membros da Al-Qaeda foram mortos na quinta ação em menos de duas semanas. Dois veículos foram destruídos.
Em entrevista exibida ontem na televisão, Barack Obama afirmou que, apesar de todo o esforço americano, “esse extremismo radical e violento ainda está lá fora”.
O presidente americano elogiou, ainda, o trabalho dos funcionários das representações diplomáticas, uma vez que “você nunca pode ter 100% de segurança em alguns desses lugares”.
Atentado
Uma das razões apontadas para o temor de um atentado terrorista contra os EUA é a morte de Said al-Shihri, um dos líderes da Al-Qaeda, vítima de um ataque de “drone”.
O plano agora divulgado por autoridades iemenitas dá conta, porém, do planejamento por parte da Al-Qaeda de um atentado contra o próprio governo do Iêmen, e não contra alvos americanos.
Explosões de dutos de petróleo não são incomuns do país, principalmente diante do vácuo de poder deixado pela deposição do ex-ditador Ali Abdullah Saleh, em 2012.