Os alunos da Faculdade de Direito da USP realizaram na manhã de hoje (8) uma assembleia em que decidiram paralisar as atividades a partir da sexta-feira para protestar contra dificuldades na matrícula.
Os alunos reclamam que não há oferecimento de disciplinas optativas suficientes, nem a quantidade de vagas necessárias por matéria. Com isso, haveria dificuldades para completar o número de créditos necessários para graduar-se.
A situação seria ainda mais grave para os alunos do último semestre, prestes a se formar. Fernando Bernardino, 23, aluna do quinto ano, diz que, apesar das aulas terem começado, "não faz ideia" de que matérias cursará em seu último período no curso, já que sua matrícula está com "toda grade horária em situação pendente".
Mais uma assembleia será realizada nesta quinta com os alunos que ainda não votaram, no período noturno, na qual a proposta será decidida em caráter definitivo.
Alexandre Ferreira, 22, presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade que representa os alunos, diz que a a votação deve se repetir na próxima sessão da assembleia e que a mobilização não se resume a pautas emergenciais. "Também estamos pressionando para que a Congregação [instância máxima da Faculdade] aprove em outubro uma reforma da grade que contemple não só a oferta de mais créditos e novas disciplinas, mas também a reformulação do plano político-pedagógico do curso de Direito", diz ele.
Um ato na segunda-feira (12) também está previsto. Na data a Comissão de Graduação, órgão da Faculdade responsável por traçar as diretrizes do curso, se reunirá.