09 de julho de 2026
Geral

Moradores ganham rota alternativa para chegar até o Centro

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Em breve, moradores da região do Jardim Marambá e do Núcleo Geisel terão uma rota alternativa para chegar ao Centro ou à zona sul da cidade. Empreendedores e a Secretaria Municipal de Obras estiveram reunidos nas últimas semanas e decidiram que a avenida Água Comprida, em sua primeira etapa, contemplará uma ponte que interligará os dois bairros na altura do final do Sambódromo.

Trata-se de uma obra complementar ao projeto inicial da via, que tem o término da primeira etapa prevista para dezembro deste ano.

Na prática, a ponte sobre o córrego que leva o mesmo nome, Água Comprida, beneficiará diretamente uma população estimada em 115 mil habitantes daquela região.

A alternativa, segundo o secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues, deve desafogar o trânsito no horário de pico nas avenidas Nações Unidas na altura da quadra 50, próximo ao Ceagesp, e Cruzeiro do Sul, que hoje são utilizadas como principal acesso aos bairros.

A interligação do Jardim Marambá ao Núcleo Geisel acontecerá por meio do prolongamento da rua Otácilio Garms com a rua dos Cajueiros, que fica a uma quadra do Sambódromo.

“Essa obra não estava prevista, mas conseguimos chegar num consenso e a ponte sairá com a contrapartida. Não teria sentido a avenida ser inaugurada ligando as Nações Unidas a lugar nenhum”, pontua o secretário. “Com isso, esperamos diminuir o fluxo de veículos no acesso do Geisel pelas Nações e na Cruzeiro do Sul, abrindo uma opção de saída para a avenida Duque de Caxias”, ressalta Sidnei.

Andamento

O trecho que será contemplado até outubro deste ano prevê a conclusão das duas pistas da nova avenida, que saem da Nações Unidas e desembocam em uma rotatória ligada a um prolongamento da Orlando Ranieri.

A mesma rotatória dará aos motoristas a opção de acesso à rua Vitor Curvello de Ávíla Santos ou continuação de tráfego pela avenida, que terminará no prolongamento da rua Otacílio Garms. Lá, a prefeitura estuda construir outra rotatória, antes da travessia entre os bairros. Esse trecho da avenida, entretanto, tem previsão para ser entregue apenas ao final de dezembro.

A reportagem do JC acompanhou as obras e observou que, nesta semana, a avenida já ganhou guias e parte das ruas já está coberta de brita graduada, processo que antecipa a pavimentação. Paralelamente, já está sendo realizado o plantio de grama no talude.

“Já temos quase dois quilômetros preparados para receber o asfalto. Daqui a dez dias iniciaremos a aplicação da capa asfáltica. Até o final de outubro, terminaremos todo o trecho que liga a Nações Unidas à Orlando Ranieri. Em seguida, iniciaremos as obras de alargamento da rua Victor Curvello, o prolongamento da avenida até a Otacílio Garms e a execução do acesso ao Geisel, que devem ser concluídos até dezembro”, acrescenta o empreendedor Luis Fernando Palhares, sobre a expectativa da abertura de comercialização dos lotes, que possuem de dois mil metros quadrados a cinco mil metros quadrados, para daqui a dois meses. “A ideia é transformar as margens da avenida em um ponto comercial com empresas e incorporadoras”, completa o empreendedor.

O trecho inicial é executado pela Fortpav Pavimentação e Serviços Ltda., de Pederneiras, contratada pelo grupo empreendedor.


A avenida

Conforme o JC divulgou em edições anteriores, a avenida é o passo inicial no processo de urbanização do vazio existente aos fundos do Flamboyants, Vila dos Duques e Jardins Auriverde, Samburá e Contorno.

O projeto original prevê ainda a interligação da avenida Nações Unidas, na baixada do Sambódromo, até a Rodrigues Alves, na altura do Horto Florestal. Mas essa etapa da obra deve ficará apenas no papel neste momento, já que, para isso, a prefeitura teria que ter mais R$ 50 milhões em caixa. “Aquela região é repleta de chácaras. Se a prefeitura optar por concluir o projeto todo nos próximos anos, teremos que estudar a desapropriação de toda aquela área, o que necessitará de milhões em caixa”, explica o secretário.