Este é o nome de meu pai. Conto árabe: ? Era uma vez uma família muito rica e tradicional que tinha um só filho varão, e devido à sua idade, precisava se casar. Assim, procurou na própria cidade uma moça de boa família, que fosse bonita, prendada, para constituir família. Foi escolhida a Miss, eleita naquele ano, que seria a sua nova namorada.
Decorrido certo tempo de namoro, noivado e logo após o casamento, que foi uma festa de arromba, marcou um acontecimento na cidade cuja cerimônia transcorreu sem maiores problemas, e a posterior recepção ocorreria em um clube da cidade, onde os noivos receberiam os cumprimentos.
Durante todo o namoro, noivado e depois esposa, o marido nunca deixou de trazer, isso quando chegava do trabalho, um presente, uma jóia, muito bem escolhida, que a mulher, que adorava o marido rico, recebia olhando sempre para suas mãos - que logicamente estavam ocupadas pelo embrulho do presente.
Depois de certo dia de trabalho estafante, com muita preocupação de negócio, chegou em casa e notou que havia esquecido do presente de sua amada esposa. Assim, ela, ao receber o marido, notou que suas mãos, como sempre fazia, estavam vazias, sem o costumeiro presente e levantando-se o seu olhar para o rosto do marido, gritou: Olho furado! Olho furado! Olho furado!
Até então, a sua amada esposa nunca havia observado o rosto do marido, porque ele, sabiamente, trazia sempre, diariamente, um presente que ela recebia com muito carinho e amor, pois ele, o marido, era portador de um defeito, no olho esquerdo.
Lembro, meu pai, quando você contava essas histórias, contos árabes, de sua terra natal (Síria) aos seus queridos filhos (4 homens e 4 mulheres), a alegria que nos proporcionavam, e queríamos mais e mais, e você, meu pai, tinha sempre um conto árabe no bolso do colete, com propósito de nos ensinar mais sobre a vida.
Tenho muito orgulho de você, meu pai, pela sua honradez, pela sua dignidade e pela sua humildade, pois, são exemplos marcantes que deixou para todos seus filhos, ensinando-lhes os valores da honestidade e do trabalho. Ao relembrar flagrantes antigos de cenas familiares, ricas de ternuras e de saudades, sinto, meu pai, que você sempre soube nos orientar de maneira adequada.
Por intermédio da pessoa de meu pai, quero homenagear, também neste mês do dia consagrado a todos os pais, enaltecendo a missão redentora, em companhia da esposa, constituindo uma família (criação divina de Deus), a fim de aliviar o peso da responsabilidade de nossos erros e enganos e progredir espiritualmente para o Reino de Deus. Do filho
Azis Neme