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A baterista francesa Anne Paceo abre o festival hoje, que também terá como atrações Flávio Guimarães e Álamo Leal, The West Coast Harp Legends, Richard Bona, No Square Quartet Jazz e Projeto Coisa Fina |
Artistas de vários cantos do mundo vão trazer para Bauru particularidades do jazz e do blues de seu país de origem, promovendo diálogo entre os estilos e sonoridades. Assim é o Festival Sesc Jazz & Blues, que começa hoje, com uma série de shows nacionais e internacionais. Além de Bauru, o Sesc apresenta o Festival na edição 2013 em outras unidades do interior, como Catanduva, Sorocaba, São Caetano, Taubaté, Ribeirão Preto, Piracicaba e Presidente Prudente. Em Bauru, os ingressos estão sendo vendidos separadamente por dia de show, e podem ser comprados na Central de Atendimento ou pelo portal www.sescsp.org.br/bauru.
O Festival “viaja” por um panorama da produção contemporânea de jazz e de blues, e as aproximações entre os dois gêneros. Nesta quarta, às 21h, quem inaugura o Festival na versão 2013 é a baterista francesa Anne Paceo, ao lado do pianista Leonardo Montana e do baixista Eche-Puig, formando o trio “Triphase”, que combina o estilo individual de cada músico com influências da Catalunha, do Brasil e da África. “Triphase” foi premiado no concurso “Jazz à Saint Germain des Prés” em 2006, e no “Festival de Montauban”, em 2007.
Já nesta quinta, o evento tem início às 20h com show do duo Flávio Guimarães e Álamo Leal. Flávio Guimarães é a maior referência da gaita blues do Brasil e Álamo Leal, também músico de blues, construiu sua carreira na Europa. Juntos, os músicos lançaram o disco “Ain’t No Strangers Here”. No show, são acompanhados por Marcos Klis, Humberto Zigler e Thiago Cerveira. Também no dia 15, a partir das 21h30, terá show com o grupo The West Coast Harp Legends, com Rod Piazza, Mitch Kashmar e Lynwood Slim. Rod Piazza é um dos mais influentes gaitistas do blues vivo.
Ampliação
Kelly Adriano de Oliveira, assistente de música do Sesc São Paulo, enfatiza a ampliação da iniciativa. “O ‘Sesc Jazz&Blues’ é oriundo de outro festival que se chamava ‘Sesc in Blues’ e acontecia somente em Bauru. A partir de 2012, discutimos com toda equipe de programação do Sesc e decidimos ampliar o festival para jazz e blues, para assim atingir um número maior de cidades e contemplar mais artistas”, explica. “Também nos inspiramos nesses festivais que acontecem mundo afora, pois em diversas partes do mundo o jazz e blues são unidos em termos de festival, já que são gêneros muito próximos”, alega Kelly.
E o evento só tem a crescer. No ano passado, o Sesc Jazz&Blues foi realizado em sete cidades, e este ano amplia este número para nove. Assim, são 64 shows ao todo, com a participação de 24 artistas, 12 nacionais e 12 internacionais. “Procuramos equilibrar a programação, tanto em termos de artistas nacionais e internacionais, tanto quanto em relação aos gêneros. Mas, principalmente, pensamos em fortalecer o fato de que estes gêneros ocupam espaços em países muito diferentes – e mostrar como eles dialogam, cada um com sua musicalidade”, sublinhou Kelly.
Sexta e sábado
O festival continua nos dias 16 e 17 de agosto, com Sunny War e Richard Bona (dia 16) e No Square Quartet Jazz e Movimento Elefantes – Projeto Coisa Fina (dia 17). Herdeira da maior tradição do delta blues americano, Sunny apresenta uma combinação de uma voz ao estilo de Billie Holiday, aliada a um estilo de tocar seu violão que faz jus a maior tradição de Robert Johnson.
Richard Bona, autodidata e fluente em 11 idiomas, apresenta seu projeto afro-cubano, ao lado da banda Mandekan Cubano. A banda é formada por cinco veteranos da música latina que vivem em Nova York. No show, ritmos tradicionais tomam novas formas e apresentam levadas que celebram o som, a paixão e os ritmos africanos e sul-americanos.
Com oito discos lançados, o No Square Quartet Jazz divulga o recente álbum “Les Lois de L’éphèmère”. Reconhecido mundialmente, o quarteto é apontado como um dos poucos grupos de jazz que mantêm a essência do estilo. Durante os quase 20 anos de carreira, figurou como uma das principais atrações nos maiores festivais de jazz do mundo. Em 2008, o quarteto uniu-se ao trompetista francês Stephane Belmondo no palco do Internacional Jazz Festival Onze Plus, na Suíça. Em 2012, o grupo abriu o show da famosa pianista japonesa Hiromi, no Jazz Festival Parade na comunidade de Friburgo, também na Suíça.
Fundada no final do ano de 2005, por iniciativa do saxofonista Daniel Nogueira e do contrabaixista Vinícius Pereira, a banda Projeto Coisa Fina surge com o propósito de difundir a música de grandes compositores, tendo como primeiro homenageado o maestro Moacir Santos, ícone da história da música brasileira. Promovem a fusão entre canção e música instrumental, jazz e ritmos brasileiros.
Programação
14/8 - Anne Paceo
15/8 - Flávio Guimarães e Álamo Leal e The West Coast Harp Legends
16/8 - Sunny War e Richard Bona
17/8 - No Square Quartet Jazz e Movimento Elefantes – Projeto Coisa Fina