Em Audiência Pública sobre a Saúde, na Câmara Municipal de Bauru, em julho de 2012, convocada imediatamente depois da morte da jovem Drielly Carla Alves Brito por falta de leitos, a médica Tereza Pfeifer denunciou que "a Central de vagas para o Hospital Estadual tinha cunho político na distribuição e na divisão para o encaminhamento de pacientes (foi matéria de destaque no Jornal da Cidade) e que eram escolhidos quem iria receber ou não atendimento". Após a morte da jovem e do srº Antonio Toledo (76 anos) pelos mesmos motivos, imediatamente, como num passe de mágica, surgiram mais de 40 novos leitos para atendimento na época, e a maioria dos vereadores se limitou a redigir ofício pedindo explicações e cobrando providências do Estado.
Imediatamente, no dia 31/07/12, protocolei representação no Ministério Público da Cidadania e no Criminal para que se apurasse a falta de atendimento em pacientes do SUS e o rápido aparecimento de leitos que antes não existiam. Pois bem, passou-se mais de um ano e neste intervalo dezenas de pacientes do SUS morreram em Bauru por falta de leitos e encaminhamento para o Hospital Estadual. Agora a Promotoria deu ultimato e mais uma vez apareceram os leitos que antes "não existiam". Por isso que autoridades devem ter pulso firme quando se trata de vidas humanas, porque se as providências que foram tomadas agora tivessem sido feitas há um ano, dezenas de pacientes não estariam debaixo de sete palmos de terra nesse momento.
Pedro Valentim