11 de julho de 2026
Economia & Negócios

MPX tem prejuízo de R$ 233 milhões no segundo trimestre

Por Mariana Sallowicz | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A MPX Energia, empresa controla pela alemã E.ON e pelo grupo EBX, de Eike Batista, teve prejuízo de R$ 233,3 milhões no segundo trimestre do ano, aumento de 72,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O resultado negativo teve impacto principalmente pela compra de energia para cumprir necessidades contratuais das usinas Pecém I e Itaqui e pelos custos de indisponibilidade em operação comercial, informou em documento enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta terça-feira.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 38,6 milhões no segundo trimestre do ano.

Sobre a usina Pecém I, a MPX informa que em 1 de dezembro de 2012, a primeira unidade geradora iniciou operação comercial, mas o mesmo só ocorreu com a segunda unidade geradora em 10 de maio.

Com a postergação do início de geração comercial da segunda turbina, Pecém I precisou comprar energia no mercado livre para garantir contratos de fornecimento até a data de entrada em operação comercial.

O custo operacional, excluindo depreciação e amortização, totalizou R$ 283,8 milhões no segundo trimestre. Esses custos foram impactados, principalmente, por um aumento de R$ 133,2 milhões na conta de energia elétrica comprada para revenda.

Dívida

A dívida consolidada da MPX somou R$ 5,7 bilhões em 30 de junho, aumento de 5% na comparação com março deste ano.

A dívida de curto prazo, com vencimento em até um ano, era de R$ 2,65 bilhões, quase a metade da dívida total (46%).

A empresa informou que captou R$ 330 milhões neste ano para cobrir necessidades de capital de giro e R$ 100 milhões em Parnaíba II, para continuação das obras até o primeiro desembolso do financiamento de longo prazo.

A companhia disse ainda que R$ 845,3 milhões do saldo da dívida de curto prazo são referentes a empréstimos-ponte de Parnaíba I e II, que deverão ser quitados ao longo do ano.

Controle

Em maio deste ano, a MPX anunciou a conclusão da aquisição de ações pela alemã E.ON. Também foi celebrado um acordo de acionistas no qual Eike e a E.ON passaram a compartilhar o controle da companhia.

Em 30 de junho, a E.ON tinha 36,2% das ações e Eike 29%. Após uma operação de aumento de capital social no valor de R$ 800 milhões, a empresa prevê que o grupo alemão deterá 38% dos papés e o empresário 24%. A estimativa considera subscrição de R$ 366,7 milhões pela E.ON e nenhuma de Eike.