O esforço de organizar a comunidade para fortalecer ações em busca de melhores condições de vida nos bairros continua sendo tarefa difícil em Bauru. Em audiência pública realizada ontem, na Câmara Municipal, das 66 associações de moradores cadastradas junto à Prefeitura, apenas 17 constaram como regulares.
A ausência de constituição formal como pessoa jurídica e a falta de documentação básica, como registro em cartório, cadastro, ata regulariza de eleição e constituição de diretoria, prejudica a ação de sete em cada 10 associações bauruenses.
Apesar das tentativas em torno da regularização, passo considerado fundamental para a representação legal junto aos poderes e para implementação de projetos, a situação pouco mudou nos últimos quatro anos.
Em 2009, um encontro realizado também no plenário do Legislativo abordou a situação de clandestinidade (formal) das representações de bairros. Na oportunidade, a então vereadora Chiara Ranieri (DEM) fez levantamento para demonstrar que muito poucas associações estavam aptas a atuar.
Além disso, os espaços para as reuniões e ações nos bairros são poucos. Onde há prédio par abrigar sede de associação, o estado físico é precário. As associações também enfrentam dificuldades em manter despesas permanentes, como as faturas de consumo de água e energia elétrica.
O encontro de ontem reuniu representantes de mais diversos bairros, com participação de integrante da OAB, da Secretaria das Administrações Regionais e vereadores. A audiência foi organizada pelo vereador Natalino da Pousada (PV).