08 de julho de 2026
Internacional

Violência é alvo de repúdio internacional


| Tempo de leitura: 1 min

Os confrontos no Egito foram condenados ontem por governos de diversos países, inclusive dos Estados Unidos, que concedem ajuda militar anual de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 3,5 bilhões) ao país.

O secretário de Estado americano, John Kerry, chamou a violência de “deplorável” e pediu que os dois grupos negociem. “Só existe solução política se o povo estiver unido. A contínua polarização só trará mais desgaste à recuperação política.”

Já o porta-voz interino da Casa Branca, Josh Earnest, pediu aos militares que respeitem os direitos humanos básicos do povo egípcio.

Mais tarde, o Departamento de Estado afirmou que avalia se continuará a conceder a ajuda militar ao Egito, que é um dos poucos parceiros dos EUA no Oriente Médio.

Brasil

Em nota, o Brasil manifestou preocupação com a “séria degradação da situação de segurança em um país-chave para a estabilidade da região”.

Os confrontos também foram alvo de repúdio da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, que defendeu o direito de realização de manifestações pacíficas.

Já o gabinete do premiê turco, Tayyip Recep Erdogan, classificou a repressão como sério golpe contra as esperanças de retorno à democracia - após o golpe, os militares prometeram preparar eleições para a substituição do governo interino.

O presidente turco, Abdullah Gul , advertiu que o golpe pode causar caos e comparou os confrontos de hoje no Egito à campanha repressiva que causou a guerra civil na Síria.