11 de julho de 2026
Internacional

Presidente do Paraguai, Horacio Cartes, culpa câmbio por contrabando

Folhapress
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O novo presidente paraguaio, Horacio Cartes, cuja empresa de cigarros, Tabesa, é dona das marcas mais contrabandeadas para o Brasil, disse ontem que a entrada dos produtos com preço muito abaixo do mercado no país é um problema de “câmbio”.

“Isso é cambiário. Por um lado, o Brasil compra do Paraguai; por outro, a Argentina vende para o Paraguai. Em um país, o câmbio está 2,2; no outro, está 9. Se tivesse uma moeda única, seria outra situação”, disse.

Cartes afirmou ainda que poderia vender a Tabesa. A companhia é o carro-chefe do Grupo Cartes, um conglomerado com 26 empresas.

“Na campanha, me perguntaram se eu ficaria com a empresa, e eu falei: não vou dar de presente. Se alguém quiser pagar, pode levar. Mas tem que pagar”, disse. “A minha posição é que tudo que é meu está à disposição para ser comercializado.”

Atualmente quase a totalidade do mercado paralelo de cigarros no Brasil tem origem em fábricas paraguaias. Estima-se que mais de 80% da produção do país vizinho acabe no comércio ilegal.

Ontem, Cartes também elogiou a disposição das presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner (Argentina) para o diálogo, novamente sem citar o uruguaio José Mujica.

Disse que o Paraguai voltará ao Mercosul quando os ministros das Relações Exteriores do bloco encontrarem maneiras de resolver o problema jurídico que foi gerado com a incorporação da Venezuela sem a presença paraguaia.