08 de julho de 2026
Regional

Importação do produto ainda é muito maior do que o consumo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

A produtividade de alho no Brasil não é proporcional ao consumo. A produtividade média brasileira é considerada baixa, em torno de 10 toneladas por hectare, o que não supre as necessidades. Um dos itens que prejudicam os produtores é a oscilação de preços. O País importa alho nobre principalmente da China e da Argentina.

O Brasil produziu 100 mil toneladas de alho no período de 2007 a 2011 com uma área cultivada de 10,5 hectares. Duas regiões brasileiras se destacam no cultivo dessa planta herbácea, são eles; região sul, que nesse período produziu cerca de 38,7% do alho no Brasil (Rio Grande do Sul, 15,9%; Santa Catarina, 10,3% e Paraná, 2,5%); Goiás, com 38,7%; Minas Gerais, com 18,30% e Bahia, com 5,20%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), de 2011.

No mercado nacional, de 2007 a 2011, a quantidade de alho nacional ofertada foi de 80.800 toneladas e 149.740 de alho importado da China (46%) e Argentina (33%), totalizando 223.910 toneladas. Estima-se que 50% do alho consumido no País seja em bulbos in natura e a outra metade processada.


Variedades

Existem dois grupos de variedades de alho. O primeiro deles representa as variedades que não necessitam de frio, por isso é denominada alho tropical, aqueles que produzem bulbos pequenos e em grande número. No alho tropical, há as variedades branco mineiro e cateto roxo. As variedades Lavínia e Amarente são maiores e em menor número por bulbo.

No segundo grupo estão as variedades que necessitam de frio intenso, conhecido como alho nobre, representado por: chonan, roxo-pérola-de-caçador e quitéria.