08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Tenebrosos argumentos


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Se, à traição, um indivíduo com um canivete de cinco dedos acaba com a vida de um cidadão chamado Brasil e, em algum canto de um outro edifício, também traiçoeiramente, um meliante mata outro sujeito chamado Congresso com uma faca de 20 cm de lâmina, após os respectivos julgamentos as penas devem ser: iguais, proporcionais ao tamanho das lâminas ou tais "detalhes" são simplesmente "pontos fora das curvas"?

Ou ainda: o indivíduo que portava o canivete com uma lâmina de corte e poder de perfuração bem menor que a outra faca usada pelo outro criminoso, por ter provocado estertores hemorrágicos mais doloridos e prolongados até o advento do óbito da vítima Brasil deve, necessariamente, ser penalizado com uma reclusão mais prolongada? Ou, aqui também, o ponto está "fora da curva"? Ou ainda, em outras palavras, - e para que o vulgo possa melhor entender - a pena deste último assassino deve ser maior que a do primeiro?

Incrível, este País: assim como o nosso colégio eleitoral parece procurar sempre os piores candidatos para elegê-los aos diversos cargos em disputa, para vagas do STF tudo leva a crer que os últimos dois presidentes - ambos filiados ao PT - também escolhem os menos competentes - ou mal intencionados - para indicá-los à aprovação do Senado, que os aceita e aprova.

Como tudo na vida, entretanto, sempre existem exceções ou diferenciações. No caso, a exceção ou diferenciação chama-se ministro Joaquim Barbosa, que só não será presidente da República se não quiser. Daí ao Parlamentarismo será apenas um pequeno passo. Lembrando o grande e já falecido Chacrinha, realmente tem gente que "veio para confundir"!

João Guilherme Ortolan