10 de julho de 2026
Nacional

Depois do tomate, o leite é novo vilão nos preços

Folhapress com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução

O leitinho das crianças brasileiras ficará ainda mais caro

Ele é o que tem de mais básico na alimentação das crianças e sempre está presente no café da manhã dos brasileiros. Mas agora a alta nos preços pode mudar a rotina de muita gente.

O preço do leite, que já subiu 20,43% no ano, deve continuar em alta neste mês. De acordo com a Apas (Associação Paulista de Supermercados), o produto tende a ficar mais barato nas primeiras semanas de setembro, quando termina a entressafra.

"Esse comportamento tem se repetido nos últimos cinco anos", comenta Rodrigo Mariano, gerente de economia da Apas.

Enquanto isso não acontece, o consumidor deve pesquisar para não pagar ainda mais caro. A reportagem foi a cinco supermercados na última semana e verificou que o valor do litro da mesma marca pode variar até R$ 0,60 entre uma loja e outra.

É o caso do Italac integral, que custava R$ 2,89 no Extra da Ponte da Freguesia do Ó (zona oeste) e R$ 2,29 no Carrefour da Ponte do Limão, na mesma região da cidade.

O consumidor que não faz questão de comprar de um fabricante específico consegue economizar mais. No Walmart do Pacaembu (zona oeste), por exemplo, o leite integral Ninho custava R$ 3,48, enquanto o Polly era vendido a R$ 2,18. A diferença é de R$ 1,30.

Mariano afirma que o leite mais em conta não é de qualidade inferior, mas marcas renomadas tendem a investir mais em tecnologia. "Isso pode resultar em benefício para o consumidor, como uma embalagem que tem tampa e não precisa ser aberta com uma tesoura."

No período mais frio e seco do ano, normalmente entre abril e outubro, a oferta de pasto para o gado leiteiro é menor. "Falta comida e as vacas produzem menos leite", explica Mariano.

No período, chamado de entressafra, a procura pelo leite é maior que a oferta e os produtores elevam os preços.