08 de julho de 2026
Internacional

Governo debate destino de Irmandade

Folhapress
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Governantes apoiados pelo Exército do Egito se reuniram ontem para discutir o confronto sangrento com a Irmandade Muçulmana do presidente deposto Mohamed Mursi, em meio a propostas contrastantes de compromisso e luta até a morte.

Em discurso exibido na TV a militares e membros da polícia, o chefe do Exército Abdel Fattah el-Sisi prometeu tomar medidas enérgicas sobre qualquer indivíduo que utilizar a violência, mas também emitiu uma nota de aparente inclusão, dizendo aos defensores de Mursi: “Há lugar para todos no Egito”.

A Irmandade, sob enorme pressão desde que a polícia atacou seus acampamentos de protesto no Cairo e matou centenas de seus partidários, informou que planeja mais protestos para exigir a reintegração de Mursi, deposto pelo Exército em 3 de julho.

Irmandade cancela ato

A Irmandade Muçulmana cancelou ontem uma manifestação programada para o Cairo por falta de segurança para seus militantes. Os últimos atos convocados pelo grupo no Egito terminaram em confrontos com as forças de segurança, que deixaram quase 900 mortos.

O cancelamento foi comunicado pela porta-voz da Aliança Antigole, Yasmine Adel, porque o grupo temia que atiradores do governo interino e de movimentos liberais pudessem dar início a uma nova onda de violência. Para a capital egípcia, haviam sido convocadas nove manifestações.

No bairro de Dokki, no centro do Cairo, moradores ocuparam uma mesquita que seria usada pelos islamitas como ponto de partida para um dos protestos. Na porta, colocaram um cartaz com a foto de um policial morto durante os confrontos de quarta. Alguns homens de barba foram agredidos por milícias de moradores.