... De tanta coisa!
... que todos meus filhos fossem iguais !
... de não pensar no futuro...
... que os nossos amigos não tivessem tantas dificuldades.
... que Fabiana tivesse nascido em outra época ! Por quê? Porque...
... não precisaria me preocupar.
... meus filhos caminhariam como todos pela vida e o futuro poderia ser preparado como cada um se esforçasse.
... Fabiana teria recebido a tempo a medicação necessária a seu problema, hoje detectado com o teste do pezinho.
Esse teste vem auxiliando as crianças selecionadas por ele a terem a chance de se tornarem iguais à maioria das pessoas.
E o que acontece hoje na minha Bauru? Este teste perdido para outras localidades com mil justificativas e a escola que a recebeu de braços abertos sem os olhares de dúvida e espanto (aos quais já nos acostumamos) prestes a desaparecer ante a inclusão proposta ao ensino e tantas coisas mais, que este não é um lamento apenas, mas uma exposição do caos que se avizinha para a Família Apeana.
PS ? Inclusão é necessária, mas não a todos os casos da excepcionalidade.
Maria Luiza, mãe da Fabiana Christina Corrêa Domingues, 44 anos, Apae - Bauru