A Irmandade Muçulmana afirmou ontem que a detenção do líder máximo da entidade, Mohammed Badie, não prejudicará sua unidade e nem irá brecar a luta contra o “golpe de Estado e o governo militar”. Badie foi preso nesta madrugada no bairro de Nasr City, reduto islâmico no Cairo, e teve a prisão preventiva por 15 dias decretada ontem. Ele foi levado à prisão de Tora, a mesma em que estão outros líderes da organização. “Os golpistas pensam que a detenção de líderes e a difamação de sua imagem nos meios de comunicação levará os egípcios a se ajoelharam e se renderem (...) Que saibam que a causa se transformou agora na causa do povo egípcio, que não se submeterá e nem se ajoelhará”, diz a entidade.
EUA criticam prisão
Os EUA criticaram a detenção do líder da Irmandade. Ele foi preso durante a madrugada, em um apartamento no bairro de Nasr City, reduto islâmico no Cairo. A Casa Branca disse que a prisão vai contra os compromissos assumidos pelos militares de promover “um processo político inclusivo”, e a considerou uma violação dos direitos humanos.
Tayyip irrita EUA
O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, irritou seus aliados de Washington e também os governos do Egito e de Israel ao acusar ontem Israel de ter auxiliado na derrubada do presidente islâmico do Egito.
ElBaradei agora é ‘traição’
Mohamed ElBaradei, que renunciou na semana passada ao cargo de vice-presidente do Egito por discordar da repressão aos manifestantes da Irmandade Muçulmana, será julgado por “traição de confiança”.