08 de julho de 2026
Regional

Funcionários de obra encontram ossada em loteamento de Botucatu

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem de manhã, funcionários de uma empresa encontraram uma ossada humana enrolada num cobertor quando trabalhavam em um loteamento no jardim Marajoara, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). O material foi encaminhado para perícia, mas existe a suspeita de que a vítima seja uma mulher e esteja morta há pelo menos cinco anos.


De acordo com o delegado assistente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Geraldo Franco Pires, os trabalhadores usavam uma escavadeira para remover a terra no loteamento, onde será construído um residencial, quando, por volta das 10h, encontraram a ossada enrolada em um cobertor, amarrado com fita isolante.


No local, também foram encontradas peças de roupa, uma peruca e pedaços de pulseira de um relógio feminino. “Isso leva a gente a acreditar que podem ser os ossos de uma mulher”, declara. “Também foi encontrada uma corda, o que sugere que a causa da morte possa ter sido enforcamento”.


O delegado conta que a ossada estava a cerca de dois metros de profundidade. Porém, como houve grande movimentação de terra nos últimos meses em razão das obras no loteamento, os peritos concluíram que a cova onde o corpo foi enterrado na ocasião da morte tinha entre 30 e 50 centímetros.


Em uma análise preliminar, segundo ele, não foi possível precisar a data em que a pessoa morreu. “A ossada foi recolhida e encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal) justamente para tentar levantar a data da morte”, diz. A polícia irá aguardar ainda resultado do exame para identificação da vítima, que deve ficar pronto em 30 dias.


Os peritos não conseguiram apontar a provável causa da morte. “Quando a máquina fez a escavação, provavelmente, aquela alça bateu naquele conjunto de ossos e aí houve uma destruição dos ossos”, revela. “Se a gente tivesse encontrado o corpo perfeito, poderíamos dizer se tinha alguma fratura ou marca de perfuração”.


Pires informa que, nos próximos dias, irá analisar boletins de ocorrência das pessoas desaparecidas nos últimos cinco anos. “O que eu posso dizer é que esse crime pertence a nossa cidade”, afirma. “A partir da identificação do corpo, nós partimos, então, para o segundo passo, que são os relacionamentos dessa pessoa e, daí, a autoria”.