08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Como uma rasteira


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Esse assunto de inclusão, assim como tudo que envolve pessoas, é complicado. Todo mundo que conhece sabe que a Apae vem há anos desenvolvendo um trabalho sem precedentes em Bauru; que não se restringe apenas aos portadores de necessidades especiais, vai além, atinge seus familiares e as pessoas de seu convívio. A extinção desse trabalho por corte de verba do governo seria uma rasteira em quem depende do trabalho dessa instituição e outras afins para o desenvolvimento cognitivo de seu filho (a).

A escola, para receber um portador de necessidades especiais, tem que ter condições de prover essas necessidades especiais (é óbvio): espaço físico adequado, além de professores e funcionários capacitados para lidar com a deficiência, se não a iniciativa fica sem sentido e o que era pra ser inclusão acaba se tornando um grande transtorno para a criança, sua família, a escola e os colegas. A criança especial fica sem aprender e atravacando o bom andamento das aulas para o restante dos alunos. Vira exclusão. Além dessas questões que a escola deve suprir, o que sabemos que está longe da realidade das escolas públicas no Brasil, o bem-estar da criança deve ser prioridade; e sabemos que existem diversos graus de deficiência com diversos graus de necessidade, um profissional competente deve avaliar se o aluno tem ou não condições de integrar uma sala de aula em escola comum. Conclusão: colocar todos em um barco, generalizando, é uma atitude fadada ao fracasso. Inclusão é mesmo um assunto complicado. E, pensando bem, será que o que a Apae vem fazendo há anos em Bauru não é incluir?

Adham Felipe Marin