Não gosto e não acompanho futebol, mas como estou sempre conectado a muitos sites, o tempo todo, não pude deixar de ver a propagada e polêmica foto do tal jogador dando um selinho no "amigo". Nada contra o atleta ou contra o empresário. Não os conheço. Porém, qualquer ato sexual é passível de sofrer crítica quando realizado fora das normas de conduta moral de nossa sociedade. Imaginem se dentro de uma sala de aula de Ensino Fundamental um casal de alunos (menino e menina) resolvesse se beijar durante a explicação da matéria. Qualquer cidadão de bem classificaria o ato como um abuso e concordaria que o professor poderia enviá-los à direção para receber, no mínimo, uma advertência. Mas e se não fosse um casal? E se fossem dois meninos? Segundo Vitor Oshiro, em seu texto "O selinho entre o futebol e a homofobia", do dia 21/08/2013, o professor que enviar os dois alunos para a direção deve ser punido duramente (talvez preso) como se tivesse cometido um crime terrível. E se o professor não fizesse nada e os pais dos demais alunos reclamassem para a direção sobre o fato ocorrido? Os pais também seriam igualmente punidos. O crime? "Homofobia". Como assim? Dois pesos, duas medidas? Segundo Oshiro, qualquer pessoa que tenha sequer torcido o nariz para a foto horrorosa do beijo entre os dois marmanjos também deveria ser punido com severidade pelo governo! Somos todos obrigados a achar a foto linda. Um primor de imagem.
E não é só isso. Segundo o "jornalista", as pessoas não podem ter opinião própria, muito menos diferente da opinião dele. Se os que discordam dele recebessem "duras penas" do estado totalitário que ele deseja, o mundo se transformaria em um paraíso terrestre. Ou seja, não precisamos ser educados, mas sim de duras punições estatais. Em seu texto ele ataca o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que ganhou notoriedade na mídia por colocar em pauta o PDC Nº 234/2011 do deputado João Campos (PSDB-GO), sendo que o deputado pastor não fez mais do que sua obrigação: colocar em pauta o Projeto de Decreto em sua Comissão de Direitos Humanos da Câmara para a qual ele foi democraticamente designado. Era o primeiro projeto da pauta. O projeto retirava (repito, retirava) o termo "cura gay" da resolução nº 1/1999 do Conselho Federal de Psicologia, que ia contra o Art. 5º de nossa Constituição. A mídia (inclusive Oshiro) deturpou o conteúdo do projeto e fez a caveira do deputado pastor. Ora, caros leitores, não votei em Marco Feliciano e nunca fui a uma de suas igrejas. Sou católico. Mas desafio qualquer pessoa a publicar um único fato que desabone a conduta moral de Marco Feliciano. Não existe. Será que Oshiro se engajaria igualmente por "duras penas" aos mensaleiros do PT?
Oshiro também defende os "protestos" feitos por ativistas gays contra o deputado pastor Marco Feliciano em um vídeo gravado durante um voo e postado na Internet, que ganhou repercussão semana passada. Deixe-me ver se entendi. Oshiro diz que qualquer um que se opor à opinião dele e dos ativistas gays, mesmo em uma sociedade democrática, deve ser punido duramente. Mas o mesmo não se aplica no caso inverso? Vai estudar a democracia, sr. Oshiro. É ela quem nos proporciona a liberdade e a oportunidade de debatermos idéias contrárias sem medo de represálias. Por causa de pessoas como você, que defendem um estado totalitário e ódio à cultura ocidental, estamos nos aproximando de um golpe de estado para a implantação do comunismo no Brasil e na América Latina aos moldes da União Soviética, a qual, diga-se, matou milhões de pessoas a mais do que o próprio nazismo alemão.
Para piorar a situação, Oshiro afirma que "é inegável que evoluções ocorreram". Onde, senhor Oshiro? A evolução diz que o mais apto sobrevive e passa suas características genéticas para sua prole. Caso não saiba, casais homossexuais não têm capacidade de reprodução. Ademais, sua própria postura prepotente em relação ao assunto comprova o contrário. Se existem absurdos, um dos culpados é você. Por fim, voltando ao assunto do nazismo e do comunismo, lembre-se de que era isso mesmo que ambos pregavam: a "sociedade evoluída". Stalin chamava pessoas como você de "idiotas úteis". Seremos enganados novamente?
Ricardo Gasparini