Entre as 10h e 16h de ontem a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru paralisou suas atividades em mais uma Operação Blecaute.
O movimento, que conta com apoio de investigadores e escrivães, aconteceu pela quinta vez desde julho, já que ontem havia uma expectativa de negociação da reposição anual e do dissídio da categoria em uma audiência no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
O delegado Marcelo Alves Firmino, diretor da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), explicou que a categoria luta pela reposição anual e os investigadores, pelo dissídio.
“A nossa reposição anual não existe. Estamos aguardando a resposta do Governo. Como já foi decretado estado de greve, os boletins de ocorrência não criminais não estão sendo registrados”.
Ao final da tarde de ontem, o delegado do Sindicato dos Investigadores do Estado de São Paulo na região de Bauru, Fábio Legramandi, afirmou que a assembleia de ontem não aconteceu como esperavam. Um procurador do Estado compareceu, quando a expectativa era de negociação com o governo.
“Outra audiência foi marcada para o dia 10 de setembro, às 14h30, no Tribunal de Justiça de São Paulo. Está intimado o governador do Estado e, se ele não for, terá que mandar alguém que tenha poder de decisão. Caso não aconteça um acordo neste novo encontro, vamos decretar greve”.
Correios
Na manhã de ontem, representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect) também se manifestaram por melhores salários em diversos pontos dos Correios de Bauru.
De acordo com Osmar Brito, representante da Fentect e membro da Corrente Nacional dos Ecetistas em Luta, a mobilização é para convocar os trabalhadores dos Correios para discutirem a pauta. “Nossa pauta prevê um reajuste de 47,8%, melhorias nos planos de saúde e está direcionando uma greve nacional da categoria para o dia 17, se não houver negociações”.