11 de julho de 2026
Internacional

Irmandade Muçulmana faz novos manifestações contra o governo

Por Diogo Bercito | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A Irmandade Muçulmana iniciou, nesta sexta-feira (22), após as rezas de meio-dia, 28 marchas em repúdio ao golpe militar, ao massacre de manifestantes e às prisões políticas no país.

 

Hoje será um teste para a organização islamita, que deu sinais de enfraquecimento após semanas de violenta repressão militar, na sequência do golpe que depôs o presidente Mohammed Mursi em 3 de julho. Na semana passada, os protestos da Irmandade estavam esvaziados.

 

As manifestações desta tarde foram iniciadas em mesquitas e lideradas pela cidade. O governo interino de Adly Mansur bloqueou diversas das regiões cairotas em que, no passado, houve confrontos violentos, como a icônica mesquita de Rabia al-Adawiya, palco do massacre de 14 de agosto.

 

A praça Tahrir, em que manifestantes derrubaram o regime do ex-ditador Hosni Mubarak, em 2011, estava fechada para o tráfego. Havia blindados pela cidade, além da forte presença militar e policial.

 

Barack Obama, presidente dos EUA, afirmou em entrevista à rede CNN que o tempo para buscar uma solução política no Egito está se esgotando. Há forte pressão para que a administração americana classifique a transição política egípcia como um golpe de Estado.

 

Obama afirmou, porém, que cortar o auxílio militar repassado ao Egito pode não reverter as ações do governo interino.