Na edição de 23ago2013, a sra. Cláudia de Cassia Coelho apresentou suas considerações à minha carta publicada em 22ago2013, sobre a situação do ECNoroeste, e a informação de que o presidente deste clube entregaria as chaves à prefeitura, tendo em vista não ter condições financeiras de sustentar o time e o clube. Na minha missiva coloquei que a prefeitura não pode investir (para não dizer gastar) dinheiro com o clube, uma vez que a prioridade municipal deve ser no trinômio Saúde-Segurança-Educação. Em relação à sua carta, d. Claudia, informo o seguinte: não estou equivocado quando a minoria ser torcedorado Noroeste. A grande maioria dos bauruenses não é torcedor. Basta ver a quantidade de pessoas que vão ao campo ou que pagam mensalidades ao clube, e comparar esse número com a população. No jogo de 10agosto, o público enorme de noroestinos foi de 424 pagantes. Ou seja, 0,1 % da população bauruense (se adotarmos 350.000 pessoas em Bauru). Contra fatos não existem argumentos. Quanto à prefeitura administrar o complexo, percebe-se que o único bem conservado deste é a Panela, que foi reformada pelo Município, quando tudo o mais está praticamente abandonado. E sem dinheiro para mantê-lo, nem mesmo para pagar salários. Vide declarações do próprio presidente do Noroeste. Contra fatos não existem argumentos. Em relação a verbas carimbadas para educação-saúde-segurança, essas não são discutidas. O que disse é que outras verbas não podem ir para o Noroeste, e sim, se existirem, serem direcionadas às prioridades municipais informadas.
O município não pode gastar dinheiro bancando situações que atendam pouca população (como é o caso do Noroeste) e sim naquelas destinadas à maioria da população (educação-saúde-segurança). Sobre os ex-dirigentes, em nenhum momento critiquei-os. E temos que enaltecê-los, pois a grande maioria deles colocou dinheiro do próprio bolso para sustentar o time. Não vou ler o livro indicado, pois não me interessa. Passado é coisa de museu. Passado é para ser lembrado, e não servir de justificativa para ações presentes e futuras, que não sejam balizadas em benefício da comunidade (e não 0,1%). O hobby de alguns não pode ser bancado pelo município.
Rogerio Scarparo