Sou motociclista e dirijo minha motocicleta de maneira consciente. Na noite de terça-feira, 20 de agosto, eu e minha esposa presenciamos mais uma vez um fato que já virou rotina em nossa cidade. Eram por volta das 19h15 e estávamos indo para a Faculdade Anhanguera, onde estudamos. Parei no semáforo do cruzamento das avenidas Nuno e Nações, ao lado de um garoto de não mais de 15 anos montado em uma bicicleta motorizada, vestindo short, camiseta, chinelo (tipo havaianas) e um boné na cabeça. Ele não portava nenhum tipo de protetor (luva, capacete...) nem a bicicleta dele não tinha nenhum tipo de iluminação dianteira e traseira, nem adesivo refletor.
O garoto acionou a bicicleta motorizada e saiu passando o sinal vermelho e, em meio aos carros, foi-se adiante. Abrindo o sinal, alcancei-o cerca de 2 quadras adiante e, mais uma vez por causa de um semáforo, parei e ele foi embora. Novamente o alcancei, dessa vez subindo a avenida Moussa Tobias, em meio a carros e ônibus de estudantes sem a mínima noção do perigo que corria. De acordo com o Art. 54 do Código Nacional de Trânsito: "Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias: 1- Utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores; 2- Segurando o guidom com as duas mãos; 3- Usando vestuário de proteção, de acordo com as especificações do Contran. Nós, motociclistas, somos obrigados a andar de farol acesso, antena corta pipa, a demais acessórios para não levarmos multa mas nossas crianças estão livres para "pilotar" suas bikes motorizadas livres de obrigações e regras.
E não são somente crianças a pilotar essas máquinas, adultos e idosos também. Basta ficar parado em frente ao Supermercado Confiança da av. Castelo Branco para presenciar inúmeros casos desse tipo. Essas máquinas ciclísticas estão sendo preparadas nos fundos de oficinas de bicicletas e motos e não possuem nenhum tipo de documentação, não pagam imposto, portanto são clandestinas e estão passando à margem dos órgãos públicos, que parecem fazer vista grossa para estes delitos aparentes. Um dos requisitos primordiais para se fazer uma lei é a isonomia, ou seja, a lei tem que ser igual para todos, sem beneficiar ninguém. Estamos presenciando o ditado popular: "2 pesos, 2 medidas."
Wagner Maia de Oliveira