09 de julho de 2026
Nacional

Ex-lateral De Sordi morre no Paraná

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-lateral da Seleção Brasileira e do São Paulo, Nilton De Sordi, morreu anteontem aos 82 anos, em Bandeirantes, no Paraná, em decorrência de falência múltipla de órgãos.


De Sordi sofria de Mal de Parkinson há mais de 20 anos e seu quadro piorou há cerca de 40 dias, quando ele caiu em sua casa com seu andador e bateu a cabeça. Ele ficou internado por 15 dias.


Desde então, o estado de saúde do ex-jogador piorou, segundo familiares. Ele parou de vez de andar, falar e passou a precisar de ajuda para se alimentar. A saúde de De Sordi voltou a se agravar na última segunda-feira, quando ele voltou a ser internado, com suspeita de pneumonia. Ainda segundo a família, o ex-lateral teve complicações em outros órgãos até morrer às 16h30 de ontem.


De Sordi foi campeão mundial em 1958 com a Seleção Brasileira. Embora tenha participado de toda a campanha do mundial sueco, ele ficou fora da final por causa de uma lesão. Djalma Santos, morto no final de julho, foi seu substituto.


Nascido em 1931, De Sordi iniciou a carreira no XV de Piracicaba. Em 1952, ele foi para o São Paulo, onde conquistou as edições de 1953 e 1957 do Campeonato Paulista. “Ele foi um dos laterais mais difíceis que eu enfrentei. De Sordi era vigoroso, chegava duro, mas não era desleal. Ele era forte e não muito alto. Por isso, a gente chamava ele de ‘Tourito’. Foi um grande marcador”, conta Pepe, ex-jogador do Santos e que também esteve no Mundial da Suécia.


“Eu não gostava de jogar contra ele não (risos). Ele era um jogador difícil da gente enganar, não tinha como”, relembra Zito, outro companheiro campeão do mundo em 1958. De Sordi disputou 543 jogos com a camisa do time tricolor e encerrou a carreira em 1965. O São Paulo emitiu uma nota lamentando a morte do ex-atleta.


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decretou luto oficial de três dias, pela morte dos dois jogadores.