Cerca de 5 mil alunos bauruenses da rede estadual foram surpreendidos, na manhã de hoje (26). Entre as 5h e 7h da manhã, os ônibus do transporte escolar não saíram das garagens, sem qualquer aviso prévio.
Uma paralisação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sindtran), por motoristas e monitoras, que estão descontentes com a proposta de reajuste salarial da empresa concessionária do serviço, a Oswaldo Brambilla Transporte Coletivo Ltda.
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Éder Azevedo |
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Motoristas e monitoras do transporte escolar de Bauru entram em greve |
Segundo o presidente do Sindtran, José Rodrigues da Silva, a paralisação foi decidida em assembleia, na semana passada. O grupo reivindica o aumento de 8,5 % nos salários, ticket-alimentação de R$ 100,00 e ajuste na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
“Todos os motoristas e coordenadoras do transporte escolar estão esperando por uma resposta da empresa em relação às reivindicações. Na semana passada, nós informamos aos responsáveis sobre nossas propostas, mas eles não aceitaram”.
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Éder Azevedo |
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Polícia Militar (PM) foi acionada no local; até o momento, a manifestação segue pacífica |
Ainda de acordo com José Rodrigues, apenas dois ônibus foram liberados para buscar as crianças.
A diretoria da Brambilla, no entanto, frisa que a manifestação é dos diretores do Sindtran e que, desde maio, a empresa tomou a iniciativa de aumentar 8,5% nos salários dos funcionários.
“Apresentamos aos funcionários, em maio, a iniciativa de aumentar o salário em 8,5%. No final do mês de julho afirmamos que iriamos pagar esse reajuste e a proposta foi protocolada. Entretanto, o próprio sindicato não aceitou e agendou no Ministério do Trabalho para outubro. Nós estranhamos, mas acatamos a decisão”, afirma Helsio Bíscaro, diretor da empresa de transporte escolar.
Conforme Helsio Bíscaro, o próprio sindicato induziu os motoristas, durante a assembleia, para não aceitarem a proposta da empresa. A Brambilla, ainda de acordo com o diretor, realizou uma contraproposta ao sindicato, mas ele não deu resposta.
“Nós fomos surpreendidos na manhã desta segunda-feira com a paralisação. Homens encapuzados e com máscaras impediram a saída dos ônibus e até furaram pneus dos veículos para que eles não saíssem. Isso é vandalismo. A paralisação acabou prejudicando crianças que necessitam do transporte, como as crianças da Apae”, enfatiza Helsio.
A empresa, durante esta manhã, conseguiu uma liminar com o Ministério do Trabalho que proíbe o piquete na entrada da empresa de transporte escolar, assim como em qualquer outro lugar sob risco de multa diária.
Uma proposta será apresentada para a categoria, no período da tarde desta segunda-feira (26) e, se os manifestantes aceitarem, o transporte escolar voltará normalmente amanhã (27).
A Polícia Militar (PM) foi acionada e, de acordo com os militares, a paralisação seguiu pacífica durante a manhã. Entretanto, com a chegada do oficial de Justiça e da advogada da empresa, viaturas foram acionadas para dar apoio no local.