08 de julho de 2026
Nacional

Gás do pré-sal ainda é dúvida, diz EPE

Folhapress
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O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) , Maurício Tolmasquim, afirmou que a indefinição sobre as possíveis reservas de gás natural no Brasil deixa em aberto o planejamento da matriz energética brasileira.


Ele disse que para planejar a construção de gasodutos no país ainda depende da declaração de "uma grande descoberta", e lembrou que o gás encontrado do pré-sal da bacia de Santos, apesar de em grande quantidade, ainda não é uma realidade.


"O futuro do gás no Brasil pode mudar totalmente a nossa matriz, mas está em aberto, não sabemos se o gás do pré-sal vai ser competitivo ou não, está longe, não sabemos se virá (para terra) com preço competitivo", disse durante o seminário internacional Brazil Energy Power.


Ele destacou que o Brasil vai realizar este ano leilão para o gás de folhelho (não convencional), mas também é preciso que se confirme a vocação do país para essa matriz energética.


"Tem estudos dizendo que tem no Brasil 6 trilhões de metros cúbicos em reservas de gás, mas ainda é uma estimativa pouco apurada, se não tiver isso, é outra história", avaliou.


Ele afirmou que de qualquer maneira o papel das térmicas no país vai crescer nos próximos anos, pelo esgotamento do modelo da construção e grandes hidrelétricas, e que na sua opinião o melhor caminho seria que esse crescimento se desse por gás natural. "Mas a questão é se teremos ou não gás competitivo", disse Tolmasquim.