A Polícia Civil divulgou, nesta segunda-feira (26), que o Setor de Investigações da Central de Polícia Judiciária (CPJ) identificou um homem como autor de estelionato. Ele aplicou golpes que podem ultrapassar R$ 300 mil.
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Divulgação/Polícia Civil |
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Loja de material de contrução foi criada com nome falso de estelionatário |
Segundo a polícia, os investigadores foram informados, através da Delegacia de Cordeirópolis, região de Piracicaba, que o acusado teria criado uma empresa para aquisição de materiais de construção, na Vila Independência, em Bauru, e que aplicava golpes em comerciantes.
Os policiais realizaram buscas em um galpão, localizado na quadra 17 da rua Carlos Marques, Jardim Bela Vista, onde foram localizados 12.500 m2 de pisos para acabamento, tijolos refratários e um veículo, tudo adquirido em nome da empresa criada com o nome falso do estelionatário, João Luiz Martins Construções-ME.
De acordo com as investigações, os materiais eram provenientes das cidades de Cordeirópolis e Lapa, no Estado do Paraná. Os pisos estão avaliados em R$ 95 mil.
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Divulgação/Polícia Civil |
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João Lima Filho foi identificado como estelionatário que agia em Bauru |
Os policiais civis ainda fizeram buscas no endereço em que “João da Construção”, como é conhecido, mantinha a empresa. No local, na quadra 31 da rua Tamandaré, os investigadores apuraram que ele deixou o imóvel e que levou todo o estoque, inclusive deixou aluguéis com pagamentos pendentes.
A polícia também encontrou correspondências de agências bancárias, cujas contas foram abertas com o nome falso, cobranças judiciais e notificações. Entretanto, em uma agenda, os policiais localizaram anotações no nome do estelionatário, sendo identificado como João Lima Filho.
A foto obtida nos sistemas policiais permitiu que as vítimas o reconhecessem como o autor dos golpes.
Ainda de acordo com a polícia, João Lima Filho se apresentou à Polícia Civil na última quinta-feira (22), acompanhado de um advogado, e confessou os crimes. Ele será indiciado por estelionato, uso de documento falso e falsidade ideológica e responderá o inquérito em liberdade.
A polícia pede que outras vítimas, que reconhecerem o estelionatário, compareçam à CPJ e registrem ocorrência para auxiliar nas investigações.