A Comissão Consultiva Mista (CCM) do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) convocou uma audiência pública para as 10h desta quarta-feira, na Câmara Municipal.
O objetivo é cobrar respostas da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), do próprio Iamspe e do poder público quanto à demora na assinatura do contrato que firma o convênio entre as duas instituições, o que proporcionaria a retomada dos atendimentos hospitalares no município.
Conforme o JC publicou em edições anteriores, desde 18 de maio, cerca de 100 mil beneficiários de Bauru e região estão parcialmente desassistidos pelo plano após o rompimento do convênio com o antigo Hospital Prontocor, recentemente comprado por outra empresa hospitalar.
Um edital publicado em junho deste ano informava o firmamento de um acordo entre as instituições, prevendo o atendimento dos usuários no Hospital de Base (HB). Contudo, a assinatura do contrato ainda não foi concretizada.
“Esperamos que nessa audiência sejam dadas as respostas e que as autoridades de Bauru nos apoiem. Queremos entender por que essa situação ainda não foi resolvida. Os documentos estão parados na Secretaria de Gestão Pública, que é um órgão do governo. Enquanto isso, estamos sem hospital, dependendo do SUS e os usuários estão reclamando”, aponta Idenilde de Almeida Conceição, presidente da CCM.
Para a audiência pública, empenhada junto ao vereador Paulo Eduardo de Souza (PSB), foram convocados o promotor da Cidadania Fernando Masseli Helene, a direção da Famesp, representantes do departamento de convênios do Iamspe, vereadores e representantes de Santas Casas da região.
“Queremos todos conosco nesta luta e esperamos conseguir uma resposta positiva”, pontua Idenilde, estendendo o convite a todos os usuários do Iamspe.
Situação
A situação tem feito os segurados recorrem ao atendimento médico via SUS, o que não tem agradado muitos usuários, já que muitas vezes as internações e demais procedimentos como raio-x, ultrassom e tomografia, por exemplo, acabam encaminhados para outros hospitais da região, o que gera mais despesas e complicações.
Enquanto o acordo não é firmado, as urgências são repassadas para o Centro de Assistência Médico Ambulatorial (Ceama) do Iamspe em Bauru – localizado na rua 1º de Agosto –, que em casos de internação realiza o encaminhamento do paciente para hospitais da região ou para o Hospital do Servidor Público, na Capital. “Apenas as consultas e especialidades estão ocorrendo normalmente. A situação está precária. A Famesp é parceira do Iamspe em Botucatu, não tem motivos para também não ser em Bauru”, ressalta Idenilde.
Sobre o assunto, o Iamspe em São Paulo já havia informado em outras ocasiões que os usuários da cidade não estão desamparados, já que a região de Bauru conta com nove hospitais credenciados.
“Essa precariedade não vem de agora. Tudo teve relação com os problemas oriundos da antiga gestora do HB, a Associação Hospitalar de Bauru”, finaliza Idenilde.