10 de julho de 2026
Nacional

Vítimas de chacina na família Pesseghini não foram dopadas

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Os primeiros laudos da perícia sobre a morte de uma família de policiais na Brasilândia (zona norte de São Paulo) devem confirmar a tese da polícia de que o suspeito dos disparos - o garoto Marcelo Pesseghini, 13 anos - cometeu suicídio.

A reportagem conversou com policiais que tiveram acesso aos resultados dos exames. Segundo eles, a hipótese de suicídio será confirmada pelos desenhos das trajetória da bala que atingiu a cabeça do garoto, pelas características dos ferimentos e a posição em que o corpo estava.

Os resultados dos exames  devem ser apresentados ainda nesta semana.

Ainda de acordo com os policiais, os peritos não acharam nos corpos das vítimas nenhuma substância capaz de fazê-las dormir - o que descartaria a suspeita de que a família estivesse dopada.

Marcelo é suspeito de ter matado o pai e a mãe - ambos PMs -, a avó e a tia-avó, na casa da família.

Segundo a principal linha de investigação, após os assassinatos, o adolescente foi à escola e se suicidou depois de voltar da aula.

Os policiais dizem que o único que apresentava algum tipo de alteração no sangue era o pai do garoto - o sargento Luís Marcelo Pesseghini. Nele, os peritos teriam detectado 0,4 decigramas por litro de álcool no sangue.

A polícia considera que essa quantidade, equivalente a menos de dois copos de cerveja, seria insuficiente para deixá-lo inconsciente.

Durante a investigação, a polícia chegou a suspeitar de de dopagem porque não havia sinais de reação em nenhuma das vítimas.