11 de julho de 2026
Regional

Trabalhador rural é acusado por armazenar e divulgar pornografia infantil


| Tempo de leitura: 1 min

O Ministério Público Federal (MPF) em Marília denunciou o trabalhador rural F.O.C., de 21 anos, morador  de Gália (SP), por armazenar e compartilhar arquivos digitais de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

 

Em cumprimento ao Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado com a Procuradoria da República em São Paulo, o Google identificou e informou ao MPF a divulgação dos arquivos, em setembro de 2010, por meio de uma rede de relacionamentos. Com base nessas informações, foi obtida a quebra do sigilo telemático do criador da página no site e constatou-se que o registro do IP (número que identifica o usuário na Internet) estava em nome do pai do denunciado.

 

A Justiça Federal expediu um mandado de busca e apreensão para o endereço de F.O.C. e apreendeu equipamentos de informática, nos quais a perícia apurou que eram armazenados vídeos, fotografias e imagens de cenas de sexo explícito com crianças e adolescentes. A perícia ainda verificou que esse conteúdo, composto por mais de 80 arquivos, era disponibilizado na Internet por softwares de compartilhamento.

 

A conduta do denunciado é tipificada como crime nos artigos 241-A e 241-B da Lei 8.069/90, do  Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - adquirir, possuir ou armazenar material pornográfico com crianças e adolescentes. O crime é punível com multa e reclusão de um a quatro anos, e a pena para a divulgação de materiais desse tipo é de multa e reclusão de três a seis anos. A denúncia é de autoria do procurador da República Jefferson Aparecido Dias.