A insuficiência de pediatras provocou mais um dia de caos no Pronto Atendimento Infantil (PAI). Trata-se de uma situação que se repete menos de uma semana depois de o JC divulgar o desespero e a indignação de pais de crianças doentes que ficam por horas à espera de atendimento.
Anteontem, a crise novamente se estabeleceu. Das 0h à meia-noite, 285 crianças passaram pela unidade, que contou apenas com dois médicos a cada turno de trabalho. Para dar conta de toda a demanda, o tempo médio de cada consulta precisaria ser de, no máximo, dez minutos.
“A espera por atendimento chegou a três horas. Já houve ocasiões em que esse tempo foi maior, mas continua longe de ser o ideal”, reconhece o diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antonio Bertozo Sabbag.
De acordo com ele, por motivo desconhecido, as segundas-feiras costumam ser os dias em que as unidades de pronto atendimento da cidade ficam mais lotadas. Com o quadro de médicos reduzido pela dificuldade de contratação, o aumento da demanda acaba intensificando o gargalo já existente no serviço.
Conforme o JC divulgou, o setor precisaria de mais 14 pediatras para proporcionar atendimento sem grandes transtornos aos usuários. Atualmente, trabalham no PAI cerca de 20 médicos, sendo que pelo menos dois estão afastados por problemas de saúde e um está em férias.