08 de julho de 2026
Geral

Alunos se põem no lugar de deficientes

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Como é ser um cadeirante ou possuir uma deficiência visual? Será que é fácil andar de cadeira de rodas pelas ruas de Bauru? Essas e outras questões são respondidas por alunos e participantes do projeto “Sentindo na Unesp”, realizado ontem pela atlética da universidade em parceria com a Associação dos Cadeirantes de Bauru (ACBR) e o Projeto Perspectiva.

Por volta das 12h30, dezenas de alunos se reuniram na cantina da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB/Unesp) para sair andando de cadeira de rodas ou com os olhos vendados pelo campus. À tarde, o projeto teve continuidade com a participação dos alunos e dos próprios cadeirantes em jogos de goalball e basquete.

“A intenção é sensibilizar e praticar a inclusão. Ainda existe um preconceito e uma desatenção da própria população com essas pessoas. As pessoas precisam desse contato e da vivência com essa realidade, para que comecem, desde já, a pensar na questão da acessibilidade”, comenta o aluno do 3º ano de engenharia mecânica, Lucas de Abreu Ciriaco, 23 anos, que também é presidente da Atlética da Unesp.

Encontros e experiências como essas deveriam ser mais constantes na opinião da representante da ACBR, Ariane Queiroz Sá.

“A acessibilidade é importante não só para o cadeirante, mas para todos. Mesmo com todas as melhorias dos últimos anos, ainda é uma dificuldade andar pela cidade sendo deficiente físico”, pontua Ariane.