Ao menos 86 pessoas morreram e 263 ficaram feridas em uma série de atentados a bomba e outros ataques em Bagdá ontem, disseram a polícia e fontes médicas, numa ampliação da pior onda de violência no Iraque nos últimos cinco anos.
Em um dos piores incidentes, um carro-bomba matou sete pessoas em Jisr Diyala, no sudeste de Bagdá, informaram a polícia e médicos. Um dono de restaurante em Sadr City, um distrito de maioria xiita de Bagdá, descreveu como um militante detonou um carro-bomba.
“Um homem estacionou seu carro em frente ao restaurante. Ele tomou café da manhã e bebeu seu chá. (Então) ouvi uma enorme explosão, quando estava dentro da cozinha”, disse o proprietário, que pediu anonimato, à Reuters.
“Quando saí, vi o carro completamente danificado e ele tinha desaparecido. Muitas pessoas ficaram feridas”, acrescentou.
Insurgentes muçulmanos sunitas e o Estado Islâmico do Iraque, filiado à Al Qaeda, aumentaram significativamente seus ataques este ano. Mais de 1 mil iraquianos foram mortos em julho, a maior taxa mensal de mortes desde 2008, de acordo com a ONU.
Alerta por causa da Síria
O Iraque colocou suas forças de segurança em alerta máximo antes de um esperado ataque internacional contra a vizinha Síria, disse o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, ontem.
“Todos os poderes políticos e de segurança em Bagdá, nas províncias e em todo o Iraque anunciam o mais alto nível de alerta”, disse Maliki em pronunciamento semanal pela TV, que se concentrou principalmente sobre a Síria.
O Iraque reforçou a segurança ao longo de sua fronteira de 680 km com o deserto da Síria. O governo xiita do Iraque diz que a guerra civil na Síria está alimentando ataques no Iraque por parte de grupos ligados à Al-Qaeda, que operam em ambos os lados da fronteira.