11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bauruense já pagou R$ 60 milhões a mais de impostos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O aumento da frota de veículos, do número de imóveis e de empreendimentos prestadores de serviços instalados em Bauru fez com que o contribuinte bauruense pagasse R$ 60 milhões a mais de impostos nos primeiros oito meses deste ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 12%, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

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Bauruense já pagou R$ 60  milhões a mais de impostos

Entre janeiro e agosto de 2012, o bauruense havia desembolsado R$ 493,233 milhões para o pagamento de tributos, valor que saltou para R$ 553,335 milhões em 2013. O montante já é mais do que o dobro do que a população pagou em 2007, quando o valor arrecadado foi de R$ 247,871 milhões. Cada cidadão já desembolsou, neste ano, R$ 1.658,00 só para pagamento de impostos.

Mas a significativa elevação não significa que o bauruense esteja, individualmente, pagando o dobro de impostos de seis anos atrás. Conforme destaca o economista Reinaldo Cafeo, além do aumento da população e de novos empreendimentos, a justificativa para explicar o crescimento do volume de tributos está no boom imobiliário e da frota de veículos verificado em Bauru nos últimos anos.

Apenas no último ano, a quantidade de carros nas ruas cresceu 6%, alcançando a marca de quase 240 mil unidades em julho deste ano. Em relação a 2007, o crescimento é de 54,5%, representando um acréscimo consistente na arrecadação de Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

“Com acesso a linhas de financiamento, boa parte da população pôde comprar ou trocar de carro. Até empresas que cresceram também ampliaram sua frota”, considera Cafeo, lembrando que metade do IPVA arrecadado fica nos cofres municipais.

Imóveis

Outra fonte de renda da prefeitura que engordou foi o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), por conta dos inúmeros lançamentos imobiliários impulsionados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Da mesma forma, houve aumento na arrecadação de Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cobrado em caso de compra e venda de propriedades.

Reinaldo Cafeo também destaca a contribuição do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) sobre o bolo da arrecadação, já que o número de novas empresas prestadoras de serviços instaladas na cidade também aumentou.

“O setor terciário só cresce em Bauru, seja na área de saúde, educação, recuperação de crédito e consultoria, entre outras, que pagam este tipo de imposto que é destinado integralmente à prefeitura”, observa.


Melhoria econômica

O economista explica ainda que a melhoria das condições econômicas da população, que passou a ter maior poder de compra, também contribuiu para o aumento da soma, já que impostos incidem sobre todos os produtos comercializados. “São os chamados impostos indiretos, como ICMS, PIS e Cofins, que todo consumidor paga diariamente ao comprar o arroz, feijão e carne de todo dia”, cita.

Ele cita ainda a existência de tributos federais e estaduais, que são repassados, respectivamente, de acordo com a quantidade de habitantes e o faturamento das empresas. “Em resumo, uma cidade que prospera gera riquezas e, por consequência, aumenta a arrecadação de impostos. Mas não houve uma majoração tributária com impacto significativo para cada um dos moradores”, pondera.