08 de julho de 2026
Geral

Reinventar-se é a chave da realização pessoal

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 16 min

Luiz Calainho, produtor musical, desistiu da vice-presidência de uma multinacional para abrir seu próprio negócio. Hoje, com 47 anos, comanda 12 empresas e acaba de lançar um livro contando sua experiência pessoal.  Um ano depois de sofrer uma parada cardíaca, um goleiro famoso larga o futebol e se reinventa como empresário. O jogador em questão é Doni, ex- seleção brasileira. Foi preciso ver a morte de perto. Calainho tinha tudo o que precisava, mas havia uma necessidade interna de mudar.  Em comum eles têm a chave para chegar ao sucesso pessoal: reinventar-se, a necessidade dos tempos modernos.

Seja em grande ou pequena escala, seja para ter uma gorda conta bancária, seja apenas para olhar no espelho e se ver feliz. Seja para dizer como a bauruense Julieta Molina “era o momento de eu me redirecionar. E foi uma das poucas vezes que pensei apenas no que me faria feliz, sem levar em consideração o que os outros pensariam”.

Aqui, acompanhe as histórias de três bauruenses que tiveram a ousadia de reinventar-se e a análise de duas experts no assunto. Leia, tire suas conclusões e faça você mesmo sua própria revolução interior.

“A observação da natureza mostra-nos que os filósofos clássicos, como Heráclito, tinham razão quando diziam que a única certeza é a de que tudo muda”, explica a psicóloga Suzana Godoi Silva Baptista.

“Da forma como vivemos hoje, absorvidos por nossas agendas abarrotadas de compromissos, ligados nas redes sociais, nos chamados exteriores, acabamos nos distanciando das nossas necessidades evolutivas mais essenciais, do nosso chamado interno”

 

Correção de rumo

“Chega um momento em que a nossa saúde emocional pede uma mudança mais vigorosa, uma correção de rumos. Em outras palavras, é o sofrimento psíquico que nos dá a medida da mudança”, diz a psicóloga Suzana Baptist, que está habituada a lidar com pacientes que já enfrentaram transformações. Além de ser psicóloga atuante, ela também é voluntária da Universidade da Terceira Idade (UATI) da USC, onde desenvolve oficinas.

Essas transformações tanto podem ser voluntárias quanto forçadas. Mas dificilmente as pessoas conseguem, na hora de se reinventar, passar uma borracha na bagagem que carregam. Ao contrário, as experiências funcionam como uma somatória.

O psiquiatra, psicoterapeuta e escritor Augusto Cury, autor do best seller “Nunca Desista dos Seus Sonhos”, lembra-nos que o maior obstáculo com o qual nos defrontamos é a corrida inicial pela vida, na qual o minúsculo espermatozoide enfrenta uma enorme distância para se unir ao óvulo. “Nesse momento, o medo, a insegurança, as dúvidas, nada o detém. Passar uma borracha ou dissolver seria como apagar memórias importantes, ainda que inconscientes”, diz a terapeuta citando o autor.

“Trazer para a consciência o que nos faz sofrer, lançar luz sobre isso, dar um novo significado e criar novas alternativas para velhos problemas é mais eficaz”, sentencia.

 

O inesperado dá certo

Éder Azevedo

Após voltar da licença-maternidade da filha Helena, e perder o emprego, Gisele Tesser mudou se reinventou e ainda teve a segunda filha, Marina

Nem sempre a pessoa tem controle sobre as viradas que a vida dá. Nem sobre a própria reinvenção. Ela precisa se reinventar e pronto! E fica muito melhor. O resultado é estupendo. Foi o que aconteceu com a hoje fotógrafa Gisele Tesser.

Formada em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda e com cursos de fotografia, trabalhou por longos nove anos numa área quase burocrática de uma editora. Trabalhava com coordenação de produção externa, que envolvia pagamento de colaboradores, documentações, base corporativa e empresarial. Sempre na parte de trás, nos bastidores.

Com o emprego garantido, uma vida burocrática, casada, teve a primeira filha, Helena, o que já é uma mudança. Passou por aquele processo todo de ser mãe, de criar uma nova rotina, literalmente, do dia para a noite. Aquilo que toda mulher que, por mais que se prepare, só vai saber exatamente como é na hora H.

“A vida fica dedicada totalmente ao bebê, pelo menos nos primeiros meses. Além do aspecto prático do dia a dia, junto disso vem uma avalanche de emoções e amor”, recorda. O que não esperava era retornar da licença e ser dispensada. Mas ela se abateu? Nada disso. Ao contrário. De repente, se viu cuidando da primeira filha, investindo na carreira de fotógrafa, com uma vida nova e, tudo mudou.

E quando Helena fez 2 anos, engravidou da segunda. E foi planejado: “Ainda estava tudo muito fresco, sabíamos como lidar com a vinda de um bebê,  não queríamos que a diferença de idade entre elas ficasse muito grande”.

Hoje, quem conhece Gisele Tesser sabe que está diante de outra pessoa. Muito mais feliz. As duas meninas, Helena, de 3 anos e meio, e Marina, de 1 ano, foram o mote.  “Hoje sou mãe, fotógrafa, esposa, filha, dona de casa. Priorizo a parte da manhã para elas e a casa, e a parte da tarde para as fotos. E quando todo mundo dorme, volto para o computador para trabalhar mais um pouco”. Embora a vida de freelancer seja insegura, conta com a família. O marido a apoia e dá a segurança para a casa e para ela.


‘Foi no susto e funcionou’

“Muitas vezes, a mudança toda acontece no susto, como no meu caso, aí a gente tem que se virar nos 30 e fazer acontecer. É sempre muito importante ter um plano B, C, D..., mas fazer o que se ama sempre vale a pena.” Mesmo no susto, vem dando muito certo com a fotógrafa Gisele Tesser: a carteira de clientes aumentando, o trabalho sendo reconhecido e, por enquanto, ela não tem vontade de uma nova virada. “Quero somente evoluir mais. Trabalhar mais, estudar mais, aprender mais.” E, de fato, não se pode ficar parado. Reinventar-se é também sinônimo de evolução, sempre.

“Os que dependem de um crachá no peito para existir (ou, em outras palavras, se sentem perdidos quando não são o ‘Pedro da empresa tal ou a Mariana da companhia X’) vão precisar rever suas ideias e convicções. Por isso, sonhar (e realizar) é preciso”, diz a jornalista Chantal Brissac.

Igualmente fala a psicóloga bauruense Suzana Baptista, mas ela lembra algo mais: não precisamos esperar o chamado “pé na bunda”, ou seja, a demissão, ou a catástrofe pessoal para iniciar a virada, e sim, usar o senso interior, porque ele dá alertas para a hora da virada. 

“A insatisfação pessoal conosco mesmo, com nossa condição física de vida, profissional, emocional ou espiritual, com as relações que nos cercam são os sinais”, lembra.


Demissão: quando o cinza vira colorido

Chantal Brissac é jornalista, colunista e autora do livro “Demitido? Sorte Sua! Como superar a crise e dar a volta por cima”. Como colunista do site personare.com.br ela avalia que o cenário da demissão, caso da fotógrafa Gisele Tesser, é o caso mais clássico de reinvenção.

“Nos últimos anos, aconteceu uma verdadeira revolução no mercado de trabalho. Aqui e lá fora. Empresas se fundiram, outras faliram, outras tantas mudaram de ramo. Boa parte cortou maciçamente seus times, enquanto terceirizava os serviços e convocava um exército de colaboradores independentes. Não é o melhor dos mundos, convenhamos, mas é a realidade atual, acentuada nesse último ano pela crise econômica internacional”, diz, analisando que o Brasil está mergulhado nesse contexto.

“Mas este cenário, que pode parecer cinza e sombrio para muita gente, também é um horizonte colorido e cheio de esperança para outras pessoas. São aquelas que querem se reinventar, que não acreditam nas estatísticas e não arquivam seus sonhos só porque ouvem o tempo todo que as coisas vão mal.”

“São essas pessoas que acordam cedo e animadas para mais um novo dia. E que vão contra a maré pensando nos seus próprios projetos e trabalhando duro para que eles possam se realizar. Não ficam sentadas esperando que alguém as chame para trabalhar e lhes deem tarefas e obrigações. Movimentam suas redes de relacionamento, lançam suas ideias adiante, apostam em suas próprias potencialidades e comandam suas vidas para realizar os seus sonhos, dia após dia. Isso é ser flexível e praticar a arte de se reinventar”.

Exatamente o que houve com a fotógrafa Gisele. “Nada saiu como eu planejei, mas eu tinha um plano B”, lembra . No caso dela, o plano B já estava dentro da própria empresa, porque lá mesmo, antes de ser mandada embora, fazia os serviços de fotografia. Era uma perspectiva.


História inspiradora

A história de Julieta Molina poderia ser resumida numa frase: largou a gastronomia, área em que fez sucesso, e persegue o sonho de ser médica. Poderia. E é bem isso. Mas é preciso saber os detalhes, ver as nuances para que, quem está pensando em também se reinventar, entenda como o processo se dá. E aí sim, usar a história de Julieta para ter a mesma coragem e determinação dela e traçar o próprio destino.

Aliás, determinação não lhe falta. Como ela própria se confessa, “virginiana”, perfeccionista, numa alusão ao signo. Ela acaba de deixar uma carreira de sucesso e está mergulhada nos estudos.

 

A primeira virada: cuidar do dinheiro

“Não passei no vestibular para medicina por três vezes. Um curso de gastronomia despertou meu interesse, afinal, eu sempre tive um pé na cozinha (meu avô e minha mãe me passaram isso).”

Formada pelo Senac de Águas de São Pedro, estagiou num dos melhores resorts do país, o The Royal Palm Plaza, de Campinas, mas quando ia ser efetiva preferiu voltar a Bauru. Trabalhou com eventos até ser chefe da confeitaria de um hotel de luxo, e depois assumir toda a cozinha durante o dia. Mas o ambiente de trabalho a deixava infeliz.

A primeira virada de Julieta foi com o marido (então namorado). “Abrimos uma empresa de tecnologia e eu fui trabalhar no financeiro, tudo a ver”, conta ela, rindo. Por cinco anos ficou no financeiro e, para não largar o lado de “confeiteira”, fazia seus doces e bolos à noite, trabalhava nas encomendas fora do horário comercial. O lado da confeitaria cresceu e a empresa também. E ela teve que fazer outra opção.

 

A segunda virada: ir para NY

“Disse ao ainda namorado que, se a empresa estava bem, minha contribuição terminava ali e que eu iria voltar para a minha área. Resolvi então me especializar. Encontrei um curso de cake designer em Nova York e fui! Fiquei lá durante seis meses, aprendi muitas coisas, amadureci muito, sou filha única, né?”


A volta: casamento e dúvidas

Pensaram que ela se achou de fato? Não. Na verdade, Julieta Molina conta que teve dificuldade para se adaptar na volta de NY.  De palpável mesmo só o casamento.  Esse sim, não teve dúvidas. No trabalho, ficou muito tempo tentando se adaptar, achar uma forma de voltar ao mercado. Mas conseguiu voltar a trabalhar como cake designer e aceitava encomendas. A clientela aumentou, ela não dava mais conta de tanto pedido, os elogios ao seu trabalho eram muitos. Veio o empurrão da mãe: montar um espaço próprio. E começou a busca por casas.

“Quando começamos ir atrás de casas, comecei a ficar muito deprimida, sem criatividade, sem vontade de trabalhar, mas guardava isso comigo pensando que eram sentimentos normais devido ao começo de uma nova caminhada. Então, quando achamos a casa eu surtei, travei e não conseguia sair do lugar. Fui buscar ajuda psicológica e descobri que o buraco era mais embaixo, que o que eu estava sentindo não era normal. Aquilo para mim era um hobby e não uma profissão. Há 10 anos foi uma guinada, uma mudança brusca de sonho, de medicina para gastronomia”.

Hoje ela faz o caminho de volta. A empresa do marido dá a sustentabilidade. Agora é só “estudar, estudar, estudar” e perseguir o sonho. “Muita gente achou que eu havia enlouquecido, mas pela primeira vez na vida eu tive plena certeza do que estava fazendo. Tive que parar com tudo e aconteceu muito rápido.”


‘Yes, we can’, brinca Fábio Penna

O ex- delegado de polícia, ex-vendedor de carros e ex-corretor de imóveis Fábio Forastieri Penna garante que aceitou testemunhar e contar sua história porque quer servir de exemplo. “Sim, nós podemos, todos podem e devem. Não está bom? Tem que mudar!”  É bem como disse o Obama: “Yes, we can”, brinca ele, falando sério. E é até difícil a gente escolher o que contar da vida desse homem, tantas foram as viradas. Acompanhe nas próprias palavras dele:

“Nascido e criado em Bauru, estudei no Lourenço Filho, no Ernesto Monte, no Colégio Técnico da Fundação e no Prevê. Sou formado em direito pela ITE, profissão que não exerço. Não estou advogando, nem nunca advoguei. Na verdade, esta não foi a minha primeira “virada”.

Meu pai, Moacyr Penna, tinha uma empresa, uma distribuidora de produtos para panificação, enquanto eu cursava a faculdade de direito. Penso que ele planejava que eu assumisse o negócio após me formar, só que eu não tinha certeza se essa era a minha vontade, mas ele recebeu uma boa oferta pela empresa, ficou tentado a vender e veio me consultar. Mas a empresa era dele, então eu não me sentia no direito de pedir que não vendesse, o que ele acabou fazendo.”

 

Medo da concorrência

“Assim, fui trabalhar como corretor de imóveis até terminar a faculdade, e acabei ficando como corretor, pois tinha vontade de prestar concurso para delegado de polícia, mas sinceramente não acreditava que seria possível conseguir aprovação, pois a concorrência era terrível. Até que um dia, o Dr. Abel Cortez, juiz de direito aposentado e pai do meu amigo Abel, me deu um “chacoalhão”, no bom sentido, me dizendo para ousar mais e acreditar em mim”.


Corretor de imóveis: não deu certo e bateu o “medão”

“Ganhei uma sala no escritório da Pedreira Nova Fortaleza, do meu compadre Eliseu Alvarez Neto e voltei a ser corretor, de forma independente. Não deu certo, apesar da mão que o Júlio Dellasta me deu, vender imóvel é muito diferente de vender automóvel, pois a mercadoria não está só na sua mão, como é com o carro; vários profissionais estão trabalhando a mesma mercadoria, que não lhes pertence, mas sim a um terceiro, é uma negociação muito tensa e eu não me adaptei. Aí bateu um medo, e agora, o que eu vou fazer ? Já “chutei” um cargo público e um emprego de 13 anos, já sou quase “cinquentão” e estou sem o que fazer.

 

Finalmente, após cinco viradas, veio a mudança final.

“Fui me aconselhar com o Dr. Abel Cortez e com o Dr. Paulo Tâmbara, procurador do Estado aposentado, e ambos me aconselharam a voltar para o direito, prestar um concurso na área jurídica, garantir minha velhice e parar com as aventuras. Mas depois de 22 anos sem estudar, em qual concurso ia conseguir aprovação? A resposta é: em qualquer um, é só estudar. E foi o que eu fiz; parei tudo, me matriculei em um cursinho preparatório e me internei lá o dia inteiro, inclusive nos finais de semana. Direcionei os estudos para o concurso de Oficial de Justiça, uma carreira que parecia oferecer uma boa qualidade de vida e segurança para o futuro. Após um ano, em setembro de 2009, fiz a prova aqui em Bauru e fui classificado em 7º lugar dentre 6.000 inscritos, mas só fui chamado em julho de 2012. Nesse intervalo, continuei estudando e tentando outros concursos, em outros Estados, mas sempre para o cargo de Oficial de Justiça.”

 

Lance de sorte

“Dei tanta sorte que a minha nomeação no cargo de Oficial de Justiça foi publicada no Diário oficial apenas três dias antes de o concurso perder a validade, para trabalhar em Agudos. Acho que foi um susto que o “Papai do Céu” me deu, como quem diz: ‘É sua última chance, Fábio, sossega agora!’”


Ajuda externa é fundamental

Sem dúvida, para Fábio Penna, trabalhar numa cidade tranquila, fazer as diligências num município 100% asfaltado, a segurança do cargo é o prêmio para tanta coragem e dedicação. Mas é preciso reconhecer algo que está atrás de todos os demais:  a humildade de aceitar ajuda. Para ele, além dos amigos a retaguarda da esposa (no caso dele não ter filhos é também um diferencial), que segurou o barco foi fundamental.

Gisele Tesser é outra que agradece a ajuda externa: “Meus pais, irmã, cunhados e cunhada me ajudam muito com as meninas. São babás, motoristas, me ajudam a educar e com o paparico. Meus amigos são para toda hora, com o trabalho, crianças, conversas, conselhos e risadas. Tenho sorte de ter pessoas especiais ao meu lado”, diz.

Julieta Molina não deixa de citar Deus, a mãe, a amiga e o marido na sua luta para conseguir realizar seu sonho, e a psicóloga Suzana Baptista concorda mesmo que o sucesso está diretamente ligado a essa colaboração: “a responsabilidade não é só do indivíduo. Muitas vezes, sozinho ele não consegue mesmo”, lembra ela. “A maioria de nós lida com o que a vida apresenta, com variados graus de leveza ou de sofrimento. Mas, se considerarmos que é uma decisão, podemos tomá-la ou não, com as implicações que cada uma das escolhas traz. Há que se considerar, no entanto, que alguns conflitos, como os relacionados a valores familiares fundamentais, por exemplo, aumentam consideravelmente o grau de dificuldade dessa tomada de decisão, em função do vínculo de amor envolvido”.

Maior dificuldade sim, o que não quer dizer abrir mão de se tornar um adulto capaz de fazer suas próprias escolhas, estabelecer um relacionamento afetivo satisfatório, formar uma família, tocar em frente seu projeto de vida. Ser um ser humano plenamente satisfeito. Se algo não está bom, mude, melhore, reinvente-se. Coragem!


A história de Doni, o ex-goleiro

Doni, ex-goleiro da seleção brasileira, campeão da Copa América em 2005 foi diagnosticado com arritmia cardíaca o ano passado na Inglaterra, quando jogava pelo Liverpool. Num exame apagou e foi ressuscitado pelos médicos. Teve que parar de jogar. Hoje é empresário em ascensão. A d32 eventos, sua firma, faz sucesso no ramo do entretenimento. Além de trazer exposição como o Mundos dos Dinossauros, mostrada em shoppings e parques, vai trazer ao país uma roda gigante da Itália em festivais como o Lollapalooza e pretende instalar aqui escolinhas de futebol do Roma, clube onde atuou. Com um diferencial: terá câmeras para os pais e agentes do próprio clube acompanharem os futuros talentos. Alguém tem dúvidas de que ele se reinventou?


Para ler e aprender com Luiz Calainho

Do grande público ele é conhecido como jurado do programa Ídolos. Mas Luiz Calainho é mais do que isso. É um empresário musical que se reinventa a toda hora e que resolveu contar sua história numa obra recém-lançada. “Reinventando a si mesmo, uma provocação autobiográfica” tem um quê de autoajuda, dá conselhos, fala de sua trajetória profissional (ele hoje comanda uma holding de 12 empresas no setor de entretenimento musical) e fala da importância de ter foco e autoconfiança.

“Quero contribuir para as pessoas saírem da teórica zona do conforto, que pode ser muito desconfortável. Realmente acredito que, no mínimo, as pessoas têm que se dar a oportunidade de se questionar, se perguntar, se autoprovocar é muito salutar. Quando eu falo, inspiro, não proponho comportamentos nem regras”, diz ele para justificar seu livro. Vale a pena ler. Para encontrar a obra: www.livrariasaraiva.com.br. Editora Agir. Preço: em torno de R$ 30,00.