?O sapato que sabia andar?. Uma peça divertidíssima, realizada dia 20 de agosto, no Teatro Municipal, a qual nos fez rever conceitos como obediência, dignidade, vida social entre outros. Como futura pedagoga, fizemos uma releitura da obra em nossa universidade, com o nosso professor de Língua Portuguesa Alexandre Benegas, o qual nos motivou a assistir. Aprovo a leitura do livro em sala de aula, como um material de apoio para ensinar aos alunos como se comportarem na sociedade, valorizarem a si mesmos, buscar a liberdade, obediência etc.
Foi muito bom ter tido o contato direto com o escritor Luiz Vitor Martinello e o pessoal do elenco. Alegrou-me e muito o olhar de satisfação e dever cumprido do escritor e a dedicação dos atores. Mostrou-nos de uma forma lúdica a mensagem que trouxe ao público.
Pude também, com essa peça teatral, ter um momento cultural com minha filha, que saiu daquele lugar muito alegre e satisfeita com a oportunidade de ter estado em um teatro. E quanto à peça, uma história mágica de Chinela, um calçado que se cansa de obedecer aos pés da empregada Alice nas tarefas domésticas. Ela convence os sapatos da casa a fugirem e, juntos, fundam a cidade dos sapatos.
Com o objetivo de estabelecer a ordem diante da bagunça que se instaura no lugar, a Bota militar assume o poder e cria leis rígidas que devem ser seguidas por todos. Percebendo que nada mudou desde que fugiu, Chinela decide procurar na arte um meio de conquistar a liberdade. Peça maravilhosa! Leitura indispensável para o melhoramento do nosso senso crítico.
Suzana Viana Celestino Próspero - acadêmica de Pedagogia