O texto do advogado José Fernando da Silva Lopes, no Opinião de 31/08, só não é perfeito por alguns detalhes. Primeiro, porque o "nosso homem em La Paz" pisou na bola e não cometeu algo merecedor de rasgados elogios. Ação humanitária e da forma como Saboia, o tal do homem em La Paz, fez só é válida em casos de regimes de exceção, o que não é o nosso caso. Depois, fez pior, quebrou a hierarquia para ajudar um reconhecido meliante a fugir. O que se esperava do governo brasileiro além do que foi feito? Nada. Se Saboia agiu por "compaixão pessoal", não posso afirmar, mas se o fez suas convicções, com certeza não são as minhas. Sim, ele é merecedor de restrição funcional e mais que isso, uma real e meticulosa investigação dos reais motivos que o levaram a cometer tamanho ato contra tudo o que prescreve a boa conduta de qualquer funcionário de uma embaixada. Saboia não é merecedor de complacência e sim de repulsa pelo seu feito, causador de problemas que poderiam ter sido evitados.
Henrique Perazzi de Aquino - jornalista e professor de História