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Douglas Reis |
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Jeferson da Cruz Silva, vulgo “Jé”, foi preso hoje de manhã, em uma praça no bairro Alto Alegre, em Bauru |
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta segunda-feira (2), Jeferson da Cruz Silva, vulgo “Jé”, que estava com a prisão preventiva decretada por envolvimento na morte de Eduardo da Silva Ramos, o Duda, ocorrida no dia 29 de abril deste ano, na rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga.
Duda, que estava residindo em uma chácara no bairro Vanglória, em Arealva, teve seu veículo emparelhado por dois ocupantes de uma motocicleta, sendo alvejado por disparos de revólver calibre 38 e pistola 9mm. A dupla colidiu no veículo e em um barranco na rodovia, e terminou a execução com golpes de um facão, que estava no carro da vítima, além de golpes de capacete na cabeça.
No local do homicídio, foram apreendidos dois revólveres calibre 38 e uma pistola 9 mm israelense. Na fuga, os acusados renderam uma jovem que seguia com seu veículo pela rodovia e a obrigou a levá-los até as mediações do bairro Fortunato Rocha Lima.
Motivo
De acordo com a polícia, a motivação do crime seria por conta de um desacordo entre os três envolvidos, todos ligados ao crime organizado, no que diz respeito a valores na aquisição de drogas junto a fornecedores, uma vez que os três dominavam a distribuição de entorpecentes nas regiões do bairro Fortunato Rocha Lima, Parque Jaraguá e Santa Edwirges.
Investigação
Após identificar os autores, a polícia prendeu, em junho, Fábio Paulino. Ele foi encontrado no bairro rural São Vicente, em Iacanga, com uma pistola 45 de origem espanhola.
As investigações apontaram que Jeferson estaria escondido no Estado do Paraná. Neste fim semana, o Setor de Inteligência da Polícia Civil apurou que ele teria retornado a Bauru para tratar de assuntos familiares. Assim, a equipe se mobilizou e, hoje de manhã, prendeu o acusado em uma praça no bairro Alto Alegre. Ele não esboçou reação.
Conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ), Jeferson alegou que só falaria em Juízo. Ele será encaminhado, ainda hoje, ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, onde permanecerá à disposição da Justiça.