08 de julho de 2026
Geral

Escola de soldados ganha mais apoio


| Tempo de leitura: 2 min

Mais três entidades manifestaram apoio à transformação da unidade do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) 3, antigo Instituto Penal Agrícola (IPA), em uma escola de formação de soldados. A Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), o Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru e Região (Conpev) e a Câmara Municipal de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) encaminharam ofício ao governador Geraldo Alckmin para solicitar a implantação do projeto.

A proposta da escola de soldados surgiu como conversa de bastidores políticos após a desativação do IPA de São José do Rio Preto, que agora vai abrigar um polo tecnológico, ainda a ser instalado.

Representantes da Associação dos Policiais Militares da Reserva, Reformados, da Ativa e Pensionistas da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Aipomesp), Associação dos Cabos e Soldados (regional Bauru), Associação dos Subtenentes e Sargentos (regionais Marília e Bauru) e Associação de Defesa dos Policiais Militares do Estado de São Paulo (Adepom), além dos quatro Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Consegs), a Câmara Municipal de Bauru, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Associação dos Maçons de Bauru e Região (Assoma) já estão unidos para que a mudança ocorra. Algumas dessas entidades também promovem abaixo-assinados em favor da causa.


Modelo defasado

Entre os argumentos para a substituição do antigo Instituto Penal Agrícola por uma escola de soldados, está o fato de a unidade ser um modelo defasado de reeducação, já que poucos detentos trabalham do campo. Hoje, o CPP 3 não se localiza mais em área rural e divide espaço com o Distrito Industrial.

Além disso, as entidades reivindicam uma contrapartida do Estado, já que Bauru abriga dois presídios de regime semiaberto, um Centro de Detenção Provisória (CDP) e duas unidades da Fundação Casa – uma de internação e outra de semiliberdade. Segundo os apoiadores da causa, a escola de formação de soldados traria de volta a tradição da cidade dentro da Polícia Militar – Bauru tem um dos batalhões pioneiros – e também fortaleceria sua vocação educacional.

A expectativa é de que a escola tenha capacidade de formar cerca de 1 mil soldados por ano, vindos de todas as regiões do Estado, em um raio de até 300 km, e até de Estados vizinhos, devido à sua localização estratégica, no coração de São Paulo. A escola também proporcionaria um contingente maior de soldados nas ruas, o que incrementaria a segurança pública em Bauru e região.