Com muitos pacientes e poucos médicos, o Pronto Atendimento Infantil (PAI) da Secretaria Municipal de Saúde teve, novamente, muitas reclamações e espera de até cinco horas ontem. O movimento maior do dia foi registrado pela manhã. Até as 15h da tarde de ontem, 70 pessoas, das 170 cadastradas, ainda aguardavam por atendimento.
Mirella Natália Busattu, 29 anos, chegou às 12h no PAI, levando o filho de oito anos, com queixa de disenteria, febre e falta de apetite. “Tem só uma médica aqui. Eu cheguei às 12h, mas tem pessoas que estão aqui desde as 9h. Até agora ele não foi atendido”, disse, às 14h30 de ontem.
Em entrevista ao JC, o diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) do município, Luiz Antonio Bertozzo Sabbag, afirmou que duas médicas prestaram atendimento na manhã de ontem.
“Nós tínhamos duas médicas nesse período da manhã. Até as 15h, tinham sido feitas 170 fichas, e ainda havia 70 delas para serem atendidas. Geralmente na pediatria a consulta é mesmo mais demorada. A criança, muitas vezes, não consegue falar o que sente, como o adulto. No período noturno temos quatro médicos escalados”, apontou.