10 de julho de 2026
Nacional

Senado instala CPI para investigar denúncias de espionagem no Brasil

Folhapress
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Sem a presença da oposição mais ferrenha ao governo federal, a CPI da Espionagem foi instalada ontem para apurar as denúncias de interceptação de dados de brasileiros pelos EUA. Os senadores escolheram ontem a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) como presidente e o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) como relator da comissão parlamentar de inquérito.

“Nosso objetivo não é luta política, mas garantir a máxima proteção ao Estado brasileiro”, afirmou Vanessa, defendendo expandir o conhecimento sobre o que foi acessado pelos EUA e investigar como a espionagem é operacionalizada, em especial se contou com a participação de empresas brasileiras.

Tradicionais oposicionistas ao governo nas comissões parlamentares de inquérito, os tucanos cederam sua vaga para o senador Pedro Taques (PDT-MT), que apesar de ser de um partido aliado faz parte do grupo dos independentes da Casa. Taques foi escolhido vice-presidente da comissão.

Os tucanos acreditam que a CPI será usada pela base de apoio ao governo para dar palanque para Dilma Rousseff, colocando-a como vítima da espionagem norte-americana. “Acho uma bobagem essa comissão. Não vai levar a lugar nenhum”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), oposicionista veterano em CPIs.

A CPI só foi instalada ontem, com a escolha do presidente e relator, apesar de ter sido criada em 11 de julho, em meio à maratona de votações do Senado que, à época, montou uma pauta para tentar responder as demandas da onda de protestos do mês anterior.