09 de julho de 2026
Esportes

Andrés e Maradona se reúnem e ensaiam oposição

Marcel Rizzo e Martín Fernandez
| Tempo de leitura: 2 min

Uma reunião no Parque São Jorge, em São Paulo, organizada pelo ex-presidente corintiano Andrés Sanchez com dirigentes e ex-jogadores de clubes da América do Sul, deve formalizar uma oposição aos atuais dirigentes da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

O objetivo do encontro na sede do Corinthians é pedir à Conmbeol aumento no repasse de dinheiro e pagamento maior das cotas de televisão aos clubes que disputam a Taça Libertadores e da Copa Sul-Americana. O grupo também quer mais transparência por parte da entidade.

O argentino Diego Maradona, ex-camisa 10 do Boca Juniors, e o uruguaio Enzo Francescoli, campeão da Libertadores em 1986 e 1996 pelo River Plate, estiveram no Parque São Jorge para o encontro.

"Vai ser um momento histórico para o futebol", afirmou o ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert, campeão da Libertadores em 1994 pelo Vélez Sarsfield.

O deputado federal Romário chegou à reunião pouco antes do meio-dia e disparou contra os dirigentes. "Está na hora de ter mais transparência no futebol brasileiro e sul-americano", disse Romário. "Meu papel aqui é mais importante como ex-jogador do que como deputado."

Além de ex-jogadores, cerca de 20 dirigentes de clubes da América do Sul participaram da reunião que serve de ensaio para uma oposição à atual cúpula da Conmebol, comandada pelo uruguaio Eugenio Figueiredo desde abril -o então vice assumiu o lugar do paraguaio Nicolás Leoz, que também renunciou ao seu cargo no comitê executivo da Fifa na oportunidade.

"Com a reunião que fizemos aqui na casa do Corinthians, acho que terminou para Julio Grondona [presidente da Associação de Futebol Argentino], Marco Polo del Nero [presidente da Federação Paulista de Futebol e vice da CBF] e Eugênio Figueiredo [presidente da Conmebol]. Vamos armar uma comissão para desmascarar esta gente que fazem tanto dano ao futebol. Não só ao futebol, mas a quem quer ver o futebol dentro do campo de jogo", declarou Maradona após a reunião.

"Eu convido a que na próxima reunião venham os dirigentes e exponham seus pensamentos, e que venham os jogadores. Não estamos lutando por nós, já fizemos a nossa carreira. Estamos lutando para os que vem atras de nós", acrescentou o ex-jogador argentino.

Romário fez duras críticas ao comandante do futebol paulista. "Todas essas instituições [FPF, CBF e Conmebol] têm um nome comum, Marco Polo del Nero. Del Nero, Eugênio Figueiredo, Julio Grondona, eles vão ter que dar adeus ao futebol. E isso vai ser uma coisa bem positiva para o futebol daqui para frente", declarou o ex-atacante.

O presidente do Zamora, Adelis Chávez -irmão de Hugo Chávez, presidente venezuelano morto em março passado-, afirmou que os clubes vão brigar por receitas mais justas da Conmebol.

"É muito pouco pelo que a Comnebol tem a arrecadar. Vai ser criado um grupo para brigar por uma divisão mais justa das receitas da Conmebol", disse o dirigente.

Adelis Chávez afirmou que no encontro não foi discutido mudanças no comando da Conmebol. De acordo com o dirigente, o encontro teve a presença de representantes de clubes da Argentina, Uruguai, Bolívia e Venezuela, além de empresários da América do Sul.