José Serra, uma das principais vozes do PSDB e possível candidato ao Palácio do Planalto em 2014, prestou solidariedade à presidente Dilma Rousseff pela espionagem de que ela teria sido alvo. Em sua conta no Facebook, Serra disse ser “inaceitável que os Estados Unidos, de maneira ilegal e ilegítima, espionem ligações telefônicas, mensagens de celular e de correio eletrônico de um chefe de Estado democraticamente eleito”.
Serra prossegue dizendo que “os patrocinadores de tais atos, inadmissíveis, não atingiram apenas o Governo, mas todos os brasileiros”, e classifica as justificativas do governo americano como inválidas. “Pistas sobre o terrorismo mundial em SMS ou e-mails da Dilma? Ridículo”.
As denúncias recentes de que a presidente Dilma Rousseff foi alvo do monitoramento dos EUA fez com que os senadores tirassem a CPI da Espionagem do papel. Depois das revelações, o Brasil solicitou explicações por escrito aos norte-americanos e ameaça cancelar encontro bilateral com Barack Obama marcado para outubro.
De acordo com documentos secretos repassados pelo ex-técnico da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos), Edward Snowden - hoje asilado na Rússia - ao jornalista Glenn Greenwald, a presidente Dilma teria sido alvo direto da espionagem realizada pelos EUA.
Os documentos secretos que basearam as denúncias faziam parte de uma apresentação interna para funcionários da NSA.