10 de julho de 2026
Geral

Ciesp, Lions e Igreja O Brasil para Cristo defendem escola de soldados


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Mais três entidades manifestaram apoio à transformação da unidade do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) 3, antigo Instituto Penal Agrícola (IPA), em uma escola de formação de soldados. A Igreja O Brasil para Cristo, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e as seis unidades do Lions Clube – Bauru Centro, Norte, Sul, Estoril, Bela Vista e Falcão –, aderiram à proposta.

“O atendimento a essa solicitação contribuiria com o desenvolvimento de Bauru, pois está coerente com uma das principais vocações da cidade, a prestação de serviços em educação”, disse Gino Paulucci Junior, diretor do Ciesp de Bauru.

No início desta semana, a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), o Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru e Região (Conpev) e a Câmara Municipal de Reginópolis já haviam encaminhado ofício ao governador Geraldo Alckmin para solicitar a implantação do projeto.

A proposta da escola de soldados surgiu como conversa de bastidores políticos após a desativação do IPA de São José do Rio Preto, que agora vai abrigar um polo tecnológico, ainda a ser instalado.

Representantes da Associação dos Policiais Militares da Reserva, Reformados, da Ativa e Pensionistas da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Aipomesp), Associação dos Cabos e Soldados (regional Bauru), Associação dos Subtenentes e Sargentos (regionais Marília e Bauru) e Associação de Defesa dos Policiais Militares do Estado de São Paulo (Adepom), além dos quatro Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Consegs), a Câmara Municipal de Bauru, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Associação dos Maçons de Bauru e Região (Assoma) já estão unidos para que a mudança ocorra. Algumas dessas entidades também promovem abaixo-assinados em favor da causa.


Argumentos

Entre os argumentos para a substituição do antigo Instituto Penal Agrícola por uma escola de soldados, está o fato de a unidade ser um modelo defasado de reeducação, já que poucos detentos trabalham do campo. Hoje, o CPP 3 não se localiza mais em área rural e divide espaço com o Distrito Industrial.

Segundo os apoiadores da causa, a escola de formação de soldados traria de volta a tradição da cidade dentro da Polícia Militar – Bauru tem um dos batalhões pioneiros.


Nova unidade

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop), Gilson Pimentel Barreto, informou que, caso o CPP 3 seja transformado em uma escola de formação de soldados, outra unidade deveria ser construída em Bauru.

“Essa proposta da escola não partiu da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Em São José do Rio Preto, quando o IPA foi desativado, uma outra unidade foi construída para abrigar os detentos”, concluiu. O CPP 3 abriga hoje cerca de 1.200 reeducandos e conta com 200 funcionários.