08 de julho de 2026
Bairros

Bosque deverá ter sirene de alerta

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Era 18h45 da última sexta-feira, quando Lilian Cury Verge, uma professora de inglês de 52 anos, caminhava com um casal de amigos no Bosque da Comunidade, em Bauru. Por motivos ainda não esclarecidos, o funcionário do local teria fechado os portões às 18h55, momentos antes da saída de Lilian e de um casal de amigos, que tiveram que pular o portão. O fato culminou em um estudo para a instalação de uma sirene de alerta, que será emitida quando o espaço estiver encerrando suas atividades.

Como de costume, a professora Lilian foi até o bosque para fazer a sua tradicional caminhada, desta vez acompanhada de um casal de amigos. Conforme relatou ao JC, era por volta das 18h45 quando ela teria encontrado um funcionário do local e perguntado qual era o horário de fechamento.

“Eu me lembro que eram 18h45, quando eu perguntei para o funcionário o horário de fechamento. Ele me disse que fecharia às 19h, então resolvi terminar o meu percurso. Quando cheguei em frente ao portão, às 18h55, já estava tudo fechado. Não sei o que houve, se ele se enganou, mas ficamos presos”, contou.

Para piorar a situação, todos estavam sem aparelho celular. Como sair do local? A única solução foi se arriscar nos arames farpados e pular o portão. “O casal se desesperou e resolveu pular primeiro. Eu ainda pensei, mas depois decidi ir também, até rasguei a minha calça e torci o pé. Tive que ir ao médico e imobilizar o pé”, conta.


Funcionamento

De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) e uma placa que está afixada nos portões do Bosque da Comunidade, o espaço funciona de segunda a sexta-feira das 6h às 19h30 e aos sábados, domingos e feriados das 6h às 19h.

O titular da Semma, Valcirlei Silva, explicou que o funcionário teria confundido o horário de fechamento, porque trocou o turno com a outra servidora que atua no período da tarde.

“Foi uma infelicidade. Nós apuramos que o funcionário se confundiu com o horário. Ele era do turno da manhã e tem uma outra funcionária que é do turno da tarde. Naquele dia, ele precisou trocar de turno e fechou meia hora mais cedo. Ele disse que se confundiu”, explicou.

Valcirlei garantiu que a instalação de uma sirene, que emitirá um alerta no horário de fechamento do bosque, será estudada.

“Com certeza um sinal sonoro será avaliado. Acredito que não custará caro e será viável. Vamos estudar com calma, mas não teria problema nenhum em instalarmos”, afirmou o titular da Semma.

Não há previsão da ampliação de horário do funcionamento do local por parte da secretaria, já que tal decisão demandaria a necessidade de disponibilização de maior número de funcionários para garantia do atendimento e segurança dos frequentadores.


Segurança

Ao transitar pelo Bosque da Comunidade, é possível notar que o local já é naturalmente escuro, por conta das copas das árvores. Os usuários do local criticam que muitas lâmpadas estão queimadas, o que deixa uma sensação de insegurança. Nos alambrados, é possível notar os arames farpados rompidos.

O titular da Semma, Valcirlei Silva, frisa que as manutenções e vistorias corretivas sempre são feitas no local.

“Mesmo assim, quando o funcionário nos comunica que uma lâmpada está queimada, por exemplo, nós vamos até lá e fazemos a reposição. As manutenções e vistorias corretivas serão feitas. Com relação às árvores, nós já fizemos poda com a autorização da Polícia Ambiental”, concluiu.